A história do cachorrão manso e do pitbull raivoso

A história do cachorrão manso e do pitbull raivoso

Foto: Marcelo Brandão/ Click Parmera

Era uma vez uma mansão verde e branca. Uma casa tradicional, muito respeitada, que passou até por uma grande reforma há alguns anos. Tudo ficou mais moderno, mais bonito. Mas como sempre, quando você cresce na vida, infelizmente aparecem vizinhos e visitantes invejosos. A família é gigante e italiana, então vive se desentendendo. O dono da mansão se viu obrigado até a trocar de caseiro.

Trouxe um velho de bigode, acostumado com a vizinhança e com os costumes da família.

Mas ainda era necessário proteger ainda mais as festas de quarta e domingo . Nada melhor do que dois cães grandes e brutos para trazer a paz necessária.

Um era um Cachorrão manso. Bonito. De raça. Um verdadeiro gentleman, que sabia como ninguém proteger o seu dono. Ele era meio atrapalhado, mas nunca faltava amor, vontade. Trazia uma segurança absurda. Apesar dos holofotes ficarem sempre mais voltados para o seu companheiro.

Já o seu companheiro era um pitbull raivoso. Bravo. Também sabia muito bem proteger o seu dono, porém latia demais, não cansava de arrumar problemas com a vizinhança. Certo dia até mordeu um visitante. Só adestrá-lo não parecia o suficiente. Muitas vezes ficava de castigo para aprender a não ser mal criado. Mas definitivamente é um animal indomável.

Ontem foi dia do cachorrão proteger o seu dono diante de um velho conhecido. Um agora visitante que quando morava por aqui estava mais para bicho-preguiça, mas vivendo no seu habitat natural voltou a ser um leão de respeito.

Mais uma vez o cachorrão foi impecável. Desarmes precisos, mordidas controladas e uma atuação gigante.

A casa do caseiro bigodudo segue muito bem protegida. Quando não tem um, tem o outro. De vez em quando até os dois protegem o portão, uma vez que o caseiro é muito precavido.

O ideal seria a técnica de um, junto com o instinto sanguinário de proteção do outro. Mas essa raça ainda não foi inventada. Quem sabe o pitbullzinho que vem sendo adestrado da base seja um pouco da mistura dos dois.

Menos latido, menos problemas, e mais presença dentro do quintal.

  • Gabriel Amorim

    Gabriel Amorim

    Gabriel Amorim, 27 anos, detesta quem assiste ao jogo sentado e tem como grande ídolo Armando Nogueira. Formado em Jornalismo pela UMESP em 2012, cobriu a Copa do Mundo da Rússia pelo jornal Lance!