Aos Felipões, com carinho

Aos Felipões, com carinho

Por Thiago Rocha/Nosso Palestra e Arte Palestrina

Foto: César Greco/ Ag. Palmeiras/ Divulgação

Quando em 2002 resolvi cursar a graduação de Educação Física, não tinha ideia da importância da profissão no sentido de educação. Tinha a noção de que era importante para a saúde, bem estar de todos, independente da pessoa gostar ou não de praticar atividades físicas esportivas.

Com o passar dos anos, das experiências vividas e conquistadas, a palavra Educação a frente de física foi ganhando uma forma mais aprimorada nos meus pensamentos. Ora, como alcançar o êxito da saúde se não sei como deixar transparente os meios para chegar aos objetivos dos alunos? Então notei que a educação em sua palavra é tão importante quanto a física que compõe o Profissional de Educação Física.

Vou esclarecer. Luis Felipe Scolari é formado em Educação Física, lecionou em escolas do Rio Grande do Sul, sendo professor até de Tite, técnico da seleção brasileira. E fiquei pasmo quando descobri que foi técnico de handebol da equipe do colégio, esporte cujo qual me identifiquei e trabalhei durante alguns anos da minha profissão.

Felipão é conhecido por agregar grupos, formar famílias, equipes unidas com o único intuito: alcançar títulos. Ah, mas todo técnico quer títulos. Óbvio. Mas como formar equipes vencedoras sem que exista vaidades, brigas e atritos? Aí que entra a formação do profissional de educação física com suas bases formadoras de individuos.

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O sentido de educar, mostrar através das ferramentas que o esporte proporciona como ética, respeito, disciplina, companheirismo, saber ganhar e principalmente perder, mas sem perder o prumo. Deixar tudo isso equilibrado.

Isso foi possível notar diante do Cerro Portenho na última quinta-feira, em tomadas de decisão com Borja e na obediência do mesmo, nas substituições e ao final da partida quando a TV mostrava os abraços que ele dava em cada jogador após a classificação para as quartas de finais da Libertadores. É o carinho e respeito entre todos do grupo. Coisa de professor que sabe o que faz é quando faz. E principalmente, o porque faz!

Mas aí você me pergunta: mas educar atletas? Como educar alguém que já está formado e moldado como adulto, que já tem sua capacidade cognitiva estabelecida. Educar profissionalmente é possível. Ou você se adequa ao ambiente e normas do trabalho e do seu líder ou estará fadado ao fracasso pessoal.

O seu necessita deixar claro e transparente o que deseja de cada. Saber observar o que cada atleta tem de bom e de ruim, e o que precisa aprimorar e melhorar para o benefício pessoal e do grupo. Quando você consegue agregar todas as características benéficas de cada individuo e trazer para dentro da equipe, ela pode não se tornar campeã, mas com certeza se tornará forte. É assim que Felipão une suas equipes no meu modo de ver, usando as ferramentas e bagagem da Educação Física.

A educação física que aprimora as qualidades físicas, da saúde mental, do espírito de competição. Felipão é nosso. Felipão é um profissional de Educação Física. Como vários outros no Brasil que merecem respeito e admiração por exercer sua prática profissional para o benefício do ser humano. E também (ainda bem!) para a Sociedade Esportiva Palmeiras.

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  • Gabriel Amorim

    Gabriel Amorim

    Gabriel Amorim, 27 anos, detesta quem assiste ao jogo sentado e tem como grande ídolo Armando Nogueira. Formado em Jornalismo pela UMESP em 2012, cobriu a Copa do Mundo da Rússia pelo jornal Lance!