Arbitragem interferiu? Sim. Mais uma do Palmeiras: “time do ‘Se…” em 2017

Arbitragem interferiu? Sim. Mais uma do Palmeiras: “time do ‘Se…” em 2017

A derrota para o Corinthians nesse final de semana só não enterrou as chances matemáticas de título brasileiro do Palmeiras em 2017. No mais, a confiança, por exemplo, foi por água abaixo. Mais uma vez, nesse ano, o torcedor palmeirense inicia, logo após o apito final, a elaboração de inúmeros questionamentos com o famoso “Se…”.

Recentemente, após o empate com o Bahia dentro do Pacaembu, escrevi aqui no Nosso Palestra um texto resumindo o que foi 2017 para o Palmeiras: Empate com o Bahia comprova: Em 2017, Palmeiras foi o time do “Se”. E “Se” não ganha campeonato. Naquela altura, a saída de Cuca ainda estava indefinida e o “Efeito Valentim” só se revelaria dias depois. O time cresceu, o desempenho apareceu, os resultados surgiram e a confiança foi retomada, ao passo que o líder e rival Corinthians diminuía drasticamente seu aproveitamento. A expectativa gerada por uma conquista na temporada veio, de novo, acompanhada por “Se’s”. Após o empate com o Cruzeiro e a derrota para o Corinthians, a bola da vez se tornou a arbitragem.

Diante da equipe mineira, uma discutível penalidade máxima não marcada em Keno e um gol (da virada, aliás) terrivelmente mal anulado por Héber Roberto Lopes tomaram as lamentações em uma das melhores partidas do Palmeiras no ano. Contra o rival alvinegro, a equipe de Anderson Daronco validou a abertura do placar em lance irregular do Corinthians, além de decidir que Gabriel não deveria levar o segundo amarelo após voltar ao gramado sem a autorização do árbitro. Se esses equívocos não acontecessem nesse decisivo momento da competição, a história do Brasileirão poderia ser outra? Talvez. Segue a linha de raciocínio de muitos outros “Se’s” adotada pelo torcedor palmeirense durante a temporada.

Independente da arbitragem, o Palmeiras deixou pontos importantes de lado durante o Campeonato Brasileiro, seja quando poupou atletas, seja quando os titulares não triunfaram. Alguns exemplos:

  • Seis pontos perdidos para a Chapecoense, três deles atuando com reservas
  • Derrota no Allianz Parque, utilizando reservas, para o Atlético-PR
  • Derrota no Couto Pereira, utilizando reservas, para o Coritiba
  • Empate no Allianz Parque com o Atlético-MG
  • Empate no Pacaembu com o Bahia 

Na lista acima, o Palmeiras desperdiçou, somente em casa, 10 pontos. No Brasileirão de 2016, por exemplo, talvez a equipe não perdesse. Difícil prever, imaginar, supor ou calcular, mas é simples entender que o ano do palmeirense foi repleto de “Se’s”, tendo em vista uma alta expectativa seguida de prontas desculpas para fracassos proporcionados pelo imponderável do futebol. A tão falada “auto-pressão” gerada dentro do clube foi considerada danosa e o discurso “foco é no G-4” não é apenas uma brincadeira.

Em 2018, o Palmeiras certamente virá mais forte do que em 2017. A dúvida é se deixará de ser o time dos “Se’s”. Só uma taça levará esse rótulo adquirido na atual temporada para a lixeira e eliminará do vocabulário palmeirense a palavra mais utilizada do ano. Afinal, como já pontuei em outro texto e é de conhecimento geral (principalmente do palmeirense), o “Se” não ganha campeonato.