Bruno descreve "migué" na final da Copa do Brasil e revela úlcera pré-rebaixamento em 2012: 'Final de ano muito difícil'

Bruno descreve "migué" na final da Copa do Brasil e revela úlcera pré-rebaixamento em 2012: 'Final de ano muito difícil'

(Foto: Cesar Greco / Fotoarena)

O ex-goleiro alviverde Bruno Cardoso esteve em live com o Nosso Palestra na noite deste sábado (11). Durante a conversa, o campeão da Copa do Brasil de 2012 confessou um "migué" pra ganhar tempo na decisão contra o Coritiba, no Couto Pereira:

“Eu lembro que teve uma hora que já tava 1x1 e teve um lance em que eu dei um ‘miguezinho’: acabei caindo no chão pra parar um pouco do tempo, porque o Coritiba tava pressionando muito. Aí o doutor Rubens entrou no campo e me perguntou “É migué, né?”, e eu falei “É, doutor. Quanto tempo falta, pelo amor de Deus?”, e ele falou “Faltam 10 minutos, já era”. Eu respondi “Doutor, já era, é campeão."

Então, o goleiro descreveu a emoção que sentiu até acabar a partida e o Palmeiras se sagrar bicampeão da Copa do Brasil, um título que ele considera um dos "mais improváveis da história alviverde":

"Ali começou a cair a ficha e foi passando todo esse filme na minha cabeça, de desde quando eu ia no Palestra ver os jogos e depois em todas as categorias de base, sub-13, 14, quando cheguei, todas as dificuldades que passei, dos títulos perdidos, as coisas dando errado e… cara, faltavam 10 minutos pra gente ser campeão de um dos títulos talvez mais improváveis da história do Palmeiras. (…) Aqueles 10 últimos minutos foram fantásticos e não tive como segurar a emoção."

Bruno também comentou sobre a grande exposição a que foi submetido no segundo semestre daquele ano, quando a equipe vivia péssima fase e brigava contra o rebaixamento. Ele era um dos jogadores que sempre dava entrevistas e 'botava a cara à tapa', mas isso lhe custou muita sanidade, como admitiu:

"Aquele final de ano foi muito difícil. Aqueles últimos 2, 3 meses de sofrimento pra mim foram muito difíceis, eu não saía de casa pra nada, ia treinar e voltava, ia dormir às 4 da manhã e acordava às 6, 7 sem sono… eu tive úlcera por causa disso, não conseguia nem me alimentar direito quase."

Questionado se ele se arrepende de ter sido um dos únicos a se expôr a entrevistas e à torcida, ele nega:

"Eu não vou falar que me arrependo de sempre ter dado entrevista naquela época porque acho que “arrependimento” é uma palavra muito ruim, mas concordo que eu e o Maurício Ramos, a gente se expôs demais durante aquele final de Brasileirão. Toda semana a gente tava lá falando, a gente acabava indo falar porque ninguém ia, então não é um arrependimento, mas, se eu pudesse, talvez eu teria me guardado um pouquinho mais e não teria falado tanto."

Confira o bate-papo completo com Bruno:

  • Guilherme Paladino

    Guilherme Paladino

    Palmeirense, estudante de jornalismo na UNESP, com passagem pelo Torcedores e atualmente setorista no Nosso Palestra. Apaixonado por jornalismo e por esportes. "A bola não entra por acaso."