Canja de galinha

Canja de galinha

Cautela também. Nunca fizeram mal pra ningúem. Faz mal quando comemos demais, bebemos demais. Sentimos segurança demais. É sempre hora de engolir a prepotência e deixar agir a quentura de um bom caldo que fez do pobre animal o remédio preventivo para possíveis dores de uma eliminação. Tem de se usar um exemplo quando ele se faz evidente. O Palmeiras tem tudo à mão, mas é nessas horas que os exageros acontecem.

Medo de jogar pelo medo de perder, medo de não jogar e acabar não ganhando.

O rival desta noite é como tantos que passaram pela mesa alviverde, mais um que chega como azarão e que tenta a sorte no azar. Nada a perder é adrenalina em dose perigosamente alta para quem tem muito a não ganhar. Eles já perderam e não se importam com isso. O Palmeira parece que ganhou, mas pensar é a pior das opções.

Não ganhou. Não empolgai, torcedor. Confio no seu jeito cabreiro de sermos Palmeiras.

A superioridade deve surgir naturalmente com o vigor necessário, a nobreza de se perceber em competição e com o olhar sanguinário que o torneio exige, essa camisa exige. Que a noite seja como tantas outras, não àquelas de supresas indigestas, mas as tradicionais que terminam em pizza, que é dez, é deeeez.

Que o porco não vire caldo. Deixa pra, pra, praaa.. Deixa pra lá.

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  • João Gabriel

    João Gabriel

    De família italiana e tipicamente alviverde, é de São Manuel, interior do estado. Se formou em Jornalismo pela USC/Bauru e é pós graduado em jornalismo esportivo pelo IPOG/SP.