Chorar não importa. O Palmeiras, sim!

Chorar não importa. O Palmeiras, sim!

O Palmeiras desembarcou na madrugada desta segunda-feira em Buenos Aires para enfrentar o Boca Juniors pela Copa Libertadores 2018. Em um dos jogos mais importantes do semestre, o grupo foi recebido por alguns torcedores que estavam na porta do hotel. O que era pra ser uma demonstração de apoio virou cobrança, após Dudu descer do ônibus e ser insultado por alguns palmeirenses.

O camisa 7 está sendo muito criticado por parte da torcida por não ter comemorado o gol diante do Internacional no domingo pelo Campeonato Brasileiro. Dias antes Dudu já havia discutido com alguns torcedores no Instagram, que exigiam a sua saída do time titular.

Tudo errado. O torcedor que fica se escondendo em rede social, perturbando o sossego do melhor jogador do elenco desde 2015. Do próprio jogador que não deveria nem sequer ter respondido as críticas e muito menos ter comemorado de cara amarrada dando uma repercussão maior para o caso. E o maior deles, ir na porta do hotel tumultuar o ambiente antes de um jogo tão importante.

Muitos reclamam do comportamento emotivo de Dudu. A maioria dos gritos na porta do Hotel Intercontinental era de "chorão". O maior artilheiro da história do Allianz Parque é assim desde que chegou ao clube. A torcida não deveria cair nessa provocação de rival. Dudu é realmente um chorão em campo, um torcedor. Se o Palmeiras não vai bem, ele realmente 'chora'.

Às vezes toma até decisões equivocadas por ser torcedor demais, como querer tirar o time de campo em Itaquera. Mas uma coisa não se pode duvidar. Dudu é muito Palmeiras. E as suas lágrimas não deveriam ser motivo de chacota pela torcida. E sim de orgulho. Qual torcedor rival não queria o futebol de Dudu?

Raça, comprometimento e gols decisivos nunca faltaram. O torcedor acha que Dudu queria errar aquele pênalti na final do Paulista? Tente pensar como ficou a cabeça do camisa 7 após aqueles 10 minutos intermináveis entre a marcação do pênalti e a anulação do árbitro. Pensar somente em quanto o jogador ganha é muito fácil, e criticar é diferente de perseguir.

É hora de torcida e clube assumirem os seus sentimentos e remarem juntos. Unidos, rumo à um destino diferente do de 2017. Só assim as lágrimas e as revoltas de todos serão curadas. A Sociedade Esportiva precisa de menos barulho, menos tumulto, e mais união.

Afinal, o dicionário diz que Sociedade significa um agrupamento de seres que convivem em estado gregário e em colaboração mútua.

O problema é que na era das redes antissociais está cada vez mais difícil convivermos como Sociedade.

Em paz.

 

 

  • Gabriel Amorim

    Gabriel Amorim

    Gabriel Amorim, 27 anos, detesta quem assiste ao jogo sentado e tem como grande ídolo Armando Nogueira. Formado em Jornalismo pela UMESP em 2012, cobriu a Copa do Mundo da Rússia pelo jornal Lance!