Conheça os três maiores perigos e os dois principais defeitos do Cerro Porteño-PAR

Conheça os três maiores perigos e os dois principais defeitos do Cerro Porteño-PAR

O Palmeiras volta a campo nessa quinta-feira para enfrentar o Cerro Porteño, no Paraguai, pelas oitavas de final da Copa Libertadores da América. Analisei um pouco das quatro partidas do Cerro Porteño após a Copa do Mundo, diante de Independiente, Guaraní, Libertad e Sol de America, e identifiquei os três maiores perigos que ele oferece ao time de Felipão e os dois principais defeitos que podem ser explorados pela equipe alviverde.

PERIGO Nº 1: CHURÍN E SUA BOLA AÉREA

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O perigoso centraovante Churín – Foto: Ultima Hora

O centroavante argentino do Cerro Porteño acumula 29 jogos e 13 gols marcados na temporada. Desde o retorno da Copa do Mundo, foram três gols em quatro partidas. Dois de cabeça e um em cruzamento rasteiro para a área. Ele quase balançou as redes outras três vezes em perigosos cabeceios nessa sequência de quatro jogos.

O centroavante não costuma aparecer muito fora da grande área, porém também foi utilizado nessa partidas para receber bolas altas da intermediária e, de cabeça, colocá-las no meio da grande área para que alguém conclua de frente para o gol. Seu 1,85 de altura faz toda a diferença nessas jogadas.

PERIGO Nº 2: RUIZ E SUAS INFILTRAÇÕES PELOS LADOS

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O rápido atacante Ruíz – Foto: Ultima Hora

O camisa 11 do Cerro Porteño joga muito próximo de Churín e aparece pelos lados em todo ataque da equipe paraguaia. Tem 5 gols em 15 jogos nesse ano, sendo que um deles foi marcado nessa série de quatro jogos após o Mundial, contra o Libertad, fugindo de sua especialidade, na bola aérea. Ele quase marcou mais duas vezes dessa mesma forma, aproveitando a preocupação dos zagueiros com Churín.

Embora ainda não tenha balançado as redes dessa forma, Óscar Ruiz foi muito perigoso ao infiltrar em quatro oportunidades para receber assistências em velocidade dentro da área e chutar livre de marcação, exigindo boas defesas dos goleiros. Enquanto o centroavante Churín é o homem da bola na área, Ruiz é o velocista que procura confundir a marcação adversária e aparecer tanto pelos lados quanto dentro da área.

PERIGO Nº 3: O CÉREBRO ROJAS

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O meio-campista Rodrigo Rojas – Foto: ABC Color

Nos últimos quatro jogos, Rodrigo Rojas foi fundamental na criação de boas jogadas para Ruiz e Churín. O camisa 8 costuma carregar a bola na intermediária e buscar a assistência para Ruiz ou um passe para a linha de fundo com o objetivo de ver a jogada terminar em cruzamento para Churín. Com bom toque na bola, Rojas também é o cara da bola parada do Cerro Porteño. Tanto nos escanteios quanto nas faltas, ele surge como a principal opção. Importante não confundi-lo com Roberto Rojas, lateral da equipe.

DEFEITO Nº 1: PASSIVIDADE DEFENSIVA FORA DA ÁREA

O goleiro Anthony Silva merece aplausos pelos bons jogos que tem feito e também pela confiança que recebeu de seus jogadores, afinal nos últimos quatro jogos os adversários conseguiram liberdade para arriscar chutes da intermediária. Tanto Silva quanto o travessão impediram que um gol adversário pintasse dessa forma. Pode ser um caminho para o Palmeiras, já que tem meio-campistas reconhecidamente calibrados no chute, como Scarpa, Lucas Lima e Bruno Henrique.

DEFEITO Nº 2: MARCAÇÃO DA BOLA AÉREA

Os dois gols sofridos nesses últimos quatro jogos do Certo Porteño aconteceram em jogadas de bola aérea. Número baixo perto das oportunidades que deu aos adversários. Contra Guaraní, Libertad e Sol de America, foram seis erros claros em bolas lançadas na área que geraram dois gols e uma penalidade máxima desperdiçada. Em todas as oportunidades, defensores observavam apenas a bola e não acompanhavam a movimentação dos atacantes, o que gerava liberdade para a finalização. Contra o Bahia, Felipão insistiu em jogadas como essa com Deyverson e quase obteve êxito em algumas oportunidades. O jogador viajou para o Paraguai e pode ser utilizado para explorar essa fraqueza rival.

Em resumo, o Cerro Porteño deve explorar muito a altura de seu centroavante apostando na fórmula que tem dado certo nos últimos jogos, porém não se deve descuidar das infiltrações de Ruiz nas jogadas com bola no chão. Para tentar impedir que as jogadas cheguem no pés desses atacantes, uma atenção especial com Rodrigo Rojas pode ser fundamental. Em termos ofensivos, dependendo da situação de jogo, chutes de longa distância e bolas aéreas surgem com maior probabilidade de sucesso.

  • Rodrigo Fragoso

    Rodrigo Fragoso

    Formado em Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero e especializado em gestão, direito e marketing esportivo pela FIFA/CIES/FGV.