Dois mil e dezenove: O ano em que o Palmeiras "se poupou"

Dois mil e dezenove: O ano em que o Palmeiras "se poupou"

(Foto: Cesar Greco/Ag.Palmeiras/Divulgação)

Na derrota para o Fluminense, na última quinta, no Maracanã, o técnico Mano Menezes fez diversas mudanças na formação titular, iniciando o jogo com um time bem diferente dos últimos jogos, com o intuito de priorizar a partida de domingo, contra o Flamengo.

Ao térmico da partida, o comandante explicou o porquê das alterações no time:

"Há um espaço muito curto de recuperação quando você joga quinta e domingo. É importante ressaltar que as duas equipes ( Palmeiras e Flamengo) pouparam, os dois tem preocupação com o jogo de domingo. O Flamengo também tem , se não tivesse, não pouparia contra o Ceará", justificou Mano Menezes.

Apesar de sua ótima oratória , o técnico Alviverde parece não convencer a torcida e boa parte dos conselheiros do clube. Em reta final de temporada, haveria a necessidade de poupar jogadores "apenas" para ganhar do Flamengo, ou seria mais interessante começar a projeção de um time para 2020, produzindo variações táticas e outros modelos de jogo e manter uma equipe base?

Mesmo com oito reservas em campo, o que se viu no Maracanã foi muito parecido com o cenário dos últimos jogos, e da própria temporada, do Palmeiras: um time lento, na maior parte do tempo dominado pelo adversário, com poucas trocas de passes, escassas finalizações e muitos erros.

Talvez a torcida do Palmeiras não esteja tão preocupada em ganhar do Flamengo, e sim, mudar o panorama para o próximo ano, vislumbrando um time mais competitivo e aguerrido, que comemore as vitórias e, principalmente, sinta as derrotas. E, embora o começo do trabalho de Mano tenha sido muito bom em termos de resultados, o treinador, nesse momento, parece mais preocupado em manter o seu emprego à apresentar algo de novo.

Um elenco vasto e com boas opções é de suma importância, principalmente em uma competição longa, como o Campeonato Brasileiro. A alternância de nomes, quando necessária, é sadia para a mobilização de todo o grupo e para a melhora técnica individual. Mas, talvez, o maior problema do Palmeiras, em 2019, não seja o time que entra em campo e sim o que os escolhidos produzem nos jogos.

Em 2018, apesar do rodízio promovido por Felipão, a produção dos atletas foi parecida, e os resultados vieram. Em 2019, o Palmeiras mais do que poupar jogadores, poupou na sua performance e, principalmente, na ambição.

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