Duas torcidas, brilho de Prass e chapéu de Dudu: Dérbi histórico no Pacaembu completa 4 anos

Duas torcidas, brilho de Prass e chapéu de Dudu: Dérbi histórico no Pacaembu completa 4 anos

Foto: Mauro Horita/ Lancepress

Nem o palmeirense mais fanático poderia escrever um roteiro tão emocionante para o que aconteceu no Pacaembu na tarde de domingo do dia 3 de abril de 2016. Palmeiras e Corinthians se enfrentavam no Municipal pelas rodadas finais da fase de grupos do Paulistão daquele ano.

Após derrotas para Red Bull e Água Santa, o Palmeiras do então técnico Cuca venceu o Rio Claro e respirou na tabela, mas uma derrota para o maior rival poderia significar a eliminação precoce do Verdão do torneio.

A partida foi praticamente toda dominada pelo Alviverde, que com o apoio de sua torcida criou as melhores chances e Cássio inspirado não deixou o Palmeiras abrir o placar. Tudo parecer desabar quando Thiago Martins cometeu um pênalti infantil em Giovanni Augusto. A torcida corintiana em menor número, explodiu no setor visitante. Aquele dia também marcou o último clássico com duas torcidas no estado de São Paulo.

Mais cedo, há mais de 30 quilômetros do Pacaembu, um confronto entre torcedores dos dois times terminou com a morte de José Sinval Batista de Carvalho, atingido por bala perdida em São Miguel Paulista. Até hoje o crime não teve solução, muito menos culpados e a vítima, que não gostava de futebol, faleceu sem nem saber que tinha um Dérbi naquele domingo.

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Foto: Estadão Conteúdo

De volta ao campo, o corintiano Lucca pegou a bola, mas logo teve que encarar um dos melhores goleiros do Brasil. A fase de Fernando Prass era espetacular. A torcida palmeirense gritou o nome do goleiro, pressentindo que o camisa 1 faria mais um milagre com a camisa azul que fez o Allianz Parque explodir quatro meses antes.

Prass pediu para Lucca bater no seu canto direito. O rival atendeu e Fernando fez uma linda defesa para delírio do lado verde do Pacaembu. O que ninguém sabia é que em menos de um minuto, Egídio bateria uma falta e ela acabaria na cabeça de Dudu, que havia acabado de entrar para tirar o zero do placar.

Na comemoração, o camisa 7 arrancou o boné do radialista Wanderley Nogueira que trabalhava na partida atrás do gol de Cássio. Após celebrar com o banco, Dudu arremessou o chapéu na frente da torcida adversária, para delírio alviverde. O ídolo palmeirense travou uma batalha no Dérbi pela sua contratação, e o chapéu simbolizava naquele momento que ele havia feito a escolha mais do que certa.

Depois daquela partida o Palmeiras de Cuca por pouco não venceu o forte Rosário Central na Argentina, mas o empate praticamente eliminou o Verdão da Libertadores. O time de Cuca ainda cairia na semi do Paulista, porém aquele Dérbi mostrou que o ano poderia terminar muito feliz para o palmeirense.

Relembre os melhores momentos daquela partida:

  • Gabriel Amorim

    Gabriel Amorim

    Gabriel Amorim, 28 anos, detesta quem assiste ao jogo sentado e tem como grande ídolo Armando Nogueira. Formado em Jornalismo pela UMESP em 2012, cobriu a Copa do Mundo da Rússia pelo jornal Lance!