Dudu não soube conciliar seu tamanho de ídolo com postura fora de campo

Dudu não soube conciliar seu tamanho de ídolo com postura fora de campo

Foto: Cesar Greco/ Ag. Palmeiras

O maior jogador do Palmeiras neste Século XXI após São Marcos está de malas prontas para jogar no Catar. Há menos de um mês, era impensável para qualquer palmeirense que Dudu estaria deixando o Verdão para atuar no futebol árabe, que com todo respeito é minúsculo perto do talento dele.

Com juras de amor e até promessas de aposentadoria no Palmeiras, o camisa 7 viu o extracampo minar o seu desejo de seguir em São Paulo.

Dudu há alguns bons anos é quem mais vende camisa no Palmeiras. A 7 está estampada nas costas de milhares de palmeirenses que voltaram a sorrir e a gritar é campeão após a chegada do baixinho explosivo. A cada jogo em que ele entrava no Allianz Parque sendo carregado por tantas crianças, dava para notar o seu peso para uma legião de palmeirenses que estão crescendo.

É uma pena que Dudu não soube entender o tamanho que ele tem para todo um povo que ama incondicionalmente um clube de futebol.

Antes da acusação de agressão de sua agora ex-esposa, Mallu Ohana, o jogador já esteve envolvido em outras polêmicas fora de campo, como a descoberta de filhos fora de seu casamento, e a mais recente um possível processo de reconhecimento de paternidade de um relacionamento ainda em 2011.

Recentemente, em participação no programa Bola da Vez, da ESPN, Dudu contou pela primeira vez a sua ausência paterna. O craque do Brasileirão de 2018 nunca conheceu o seu pai. E teve pouquíssimo contato com a sua mãe. Uma infância pobre e conturbarda que talvez reflita em alguns comportamentos de hoje.

O Palmeiras nunca teve nada a ver com a vida pessoal de Dudu. E quando ele entrava na porta da Academia, o jogador sempre foi um exímio profissional. Um dos primeiros a chegar, histórico quase inexistente de lesões e presença em quase 93% dos jogos do Palmeiras como titular.

A torcida o verá como ídolo, que é. Mas o artilheiro do século alviverde deixará o clube de uma maneira no mínimo indesejada.

Está claro que toda exposição de seu nome nas páginas policiais e de fofoca pesaram para que ele quisesse deixar o Brasil.

A investigação segue e não nos cabe inocentar e muito menos condenar ninguém.

A única coisa que dá para afirmar é que Dudu não conseguiu driblar o seu adversário mais implacável em quase 6 anos de Palmeiras: a sua conturbada vida da porta para fora do CT.

  • Gabriel Amorim

    Gabriel Amorim

    Gabriel Amorim, 28 anos, detesta quem assiste ao jogo sentado e tem como grande ídolo Armando Nogueira. Formado em Jornalismo pela UMESP em 2012, cobriu a Copa do Mundo da Rússia pelo jornal Lance!