É preciso voltar

É preciso voltar

Um clube que tem 9, pode ter 10, mas esquece que tem oito paulistas. Um clube que abriga mais de 40 mil, em casa, mas que poderia abrigar 1500 na casa ao lado. Que tem em Dudu, seu azes da modernidade, mas que teve Oscar Schimidt, um dia desses. Que teve o futuro nas mãos, e nas quadras, mas que preferiu poupar gastos. Por Yago Matheus e Cláudio Mortari, o homem que tornou nacional o basquete da SEP, é tempo de refletir.

Nessa década, o Palmeiras reuniu-se com a cidade de Araraquara em uma parceria que durou pouco mais de uma temporada. Sozinho, perambulou até formar uma equipe que disputaria o estruturado NBB, a liga nacional. Em 2013, após quase atingir os playoffs da competição com uma equipe de bons valores individuais, que se espalhariam pelo país, viu sonho acabou na temporada 15-16.

Em um hiato absoluto do esporte que ajudou a fundar, nos anos 20, a SEP viu o futebol enriquecer, vencer, celebrar e abarrotar os bolsos com glórias. Viu sucatear a quadra. Não de maneira literal, naturalmente, mas de compreensão. De coração mesmo. Deixou na mão de meninos sonhadores, e que meninos, a missão de resgatar uma história tão rica. Tão Palmeiras.

Faz tempo. De 1984 data a última conquista de um time de base alviverde na bola laranja. Muito além do jejum de 22 anos que assolou o futebol. São mais de três décadas sem ser o maior campeão do Brasil. De ser alguém no Brasil.

Eram.

A equipe sub-16, esses moleques que mal sabem o valor da vida e já sabem o sabor de serem campeõe, que já entendem o peso dessas cores, venceu a Copa do Brasil de Clubes. Dominou uma categoria formadora, o pré passo para serem os novos nomes do basquete desse país. Esverdearam a laranja.

Por isso, não é só uma questão de passado, uma lembrança carinhosa ou um devaneio de verão, é a realidade de um clube que precisa do basquete e de um esporte que precisa do Palmeiras. Os meninos já deram a letra, de 3, de lance livre ou de infiltração, essas cores precisam voltar pra nossa casa com pisos de madeira.

Pra ontem!

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  • João Gabriel

    João Gabriel

    De família italiana e tipicamente alviverde, é de São Manuel, interior do estado. Se formou em Jornalismo pela USC/Bauru e é pós graduado em jornalismo esportivo pelo IPOG/SP.