“Esta é a hora de o jogador dar carrinho em ponta de faca. É decisão!”. Felipão definiu assim o espírito do Palmeiras para o clássico do dia seguinte, em São Januário, pelas oitavas da Libertadores, contra o Vasco. O dono da casa era o campeão da edição de 1998 e chegava como favorito depois do 1 a 1 uma semana antes, no Palestra.

O Palmeiras treinou pênaltis. O Vasco, não. Felipão queria um time mais viril. Começando pelos seus zagueiros. “Hoje os beques querem sair jogando… No meu tempo de zagueiro, era só mirar na medalhinha no pescoço do adversário e dar uma pernada bem no meio dele”.

Ele esperava muita pressão no Rio. Por isso o clube não divulgou o local da concentração. Mas ele não se queixava. “Gosto de jogo assim com torcida contra. Se não for assim fica chato. O Vasco não teve tratamento VIP aqui no Palestra. Espero a mesma recíproca”.

O Vasco não teria o goleiro Carlos Germano, o melhor em campo no primeiro jogo, com lesão muscular na coxa. Além do lateral Felipe, expulso.

Felipão ainda não tinha achado o time ideal, nem o jogo. Mas apostava mais uma vez em Alex para ser o meia-atacante, no lugar de Jackson.

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Mauro Beting
Mauro Beting é comentarista do Esporte Interativo e da rádio Jovem Pan, blogueiro do UOL, comentarista do videogame PES desde 2010. Escreveu 16 livros, e dirigiu três documentários para cinema e TV. Curador do Museu da Seleção Brasileira, um dos curadores do Museu Pelé. Trabalhou nos jornais Folha da Tarde, Agora S.Paulo e Lance!, nas rádios Gazeta, Trianon e Bandeirantes, nas TVs Gazeta, Sportv, Band, PSN, Cultura, Record, Bandsports, Foxsports, nos portais PSN, Americaonline e Yahoo!, e colaborou nas revistas Placar, Trivela e Fut! Lance. Está na imprensa esportiva há 27 anos por ser torcedor há 50. Torce por um jornalismo sério, mas corneta o jornalista que se leva muito a sério.