Mustafá Contursi, ex-presidente do Palmeiras (Foto: Keiny Andrade / Folhapress)

Estou inconformado. Ontem apresentaram o tal do Lucas Lima. Onde já se viu? Lucas Lima é um jogador supervalorizado. Traz azar para os clubes que ele joga. Bom mesmo era o Cristian Mendigo e o Marcinho. Jogador raiz, sabe? Que joga de chuteira preta e tal. Sem essa moda aí de cadarço coloridinho. Podem não ser tecnicamente impecáveis como o Valdívia, mas são esforçados. Nada de creme de hortelã. Ops, desculpa: creme de avelã. Engolem grama. A cara do Palestra.

Estão gastando milhões, milhões e milhões. E pior ainda: milhões, milhões e milhões dos outros, da Crefisa. Nada de tostão do bolso do Palmeiras. Investiram em bons e caros, mas tá na cara que falta criatividade. Prefiro ser rebaixado do que campeão assim. Bom mesmo é o bom e barato. São Mustafá criou e, perseguida no Palestra, a política foi esquecida pela atual diretoria. Mustafá venceu os maiores títulos da história do nosso clube e ainda tem quem o critique. Aliás, foi Mustafá quem botou a Parmalat pra fora. E isso demorou para acontecer. Se achava dona do Verdão.

Era melhor quando o Palestra era Palestra e ponto. Agora inventaram isso aí de chamar de Allianz Parque. Saudade do tempo em que chovia na cabeça de todo mundo. E juro: não tem saudosismo nisso. O problema não é a história que ficou no Parque Antárctica (com o ‘r’ aí mesmo, sim, senhor). O problema é a modernidade. Tornam mais bonito o campo para conseguirem votos.

Maurício? Nobre? Leila? Pare com isso, carcamano. O negócio é Mustafá e Tirone. Gente que lutou muito. O primeiro não gostava da ajuda de patrocinadores e venceu tudo com muito suor. O segundo chamavam de banana. Mas é melhor assim, sabia? Banana pode significar ouvir outros pensamentos, não ser autoritário, ser paciente e humilde. Volta, Mustafá! Volta, Tirone!

Inventaram o tal do Mina e eu não entendo. Por que ele vai ficar até o meio do ano se no meio do ano ele vai ter de sair? Manda embora logo, cazzo. Dispensa de graça. Se fosse bom mesmo mostraria todo amor e ficaria aqui. E outra: tocando o Mina pra rua agora vamos economizar em salários. Como ninguém ainda não viu isso? Nossa senhora…

Aprenda comigo, garoto: pensar pequeno enobrece o homem.

E esse colombiano aí? Qual é o nome dele mesmo? Borja? Que falta faz um Washington Orelha, um Cahê, um Betinho, um Preá, um… ah, sei lá. São tantos os craques que passaram pelo Palmeiras que eu até esqueci os outros. Evair, Edmundo, César Maluco: esses aqui não prestam. Colocam no altar quem não merece. Imagina só, idolatram Ademir da Guia. Ademir da Guia sempre foi lento. Amendoim neles. Não sabem de nada. Só eu sei das coisas.

Jogador ruim como Rivaldo, Djalminha, Roberto Carlos e Leivinha deveria se aposentar com 95 anos. Seria uma punição por tanta ruindade em campo. Reforma trabalhista já. Aliás: que presidentão é esse Temer, hein? É o Mustafá da República. Apaixonado e só pensa no poder. Vira oposição rapidinho se precisar.

E viva a economia. E viva o bom e barato. Viva! Viva! Viva!

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Guilherme Cimatti
Guilherme Cimatti é repórter da equipe esportiva da Rádio Bandeirantes de São Paulo. Já passou por BandNews FM, Estadão, Globo e CBN. Sempre trabalhou em rádios, mas tem uma queda por crônica. É admirador da leveza de Rubem Braga, da poesia de Armando Nogueira, da sinceridade de Nelson Rodrigues, da combinação de palavras de Mauro Beting, da facilidade de Luis Fernando Verissimo e da paixão de Fabrício Carpinejar. Fã de Xico Sá (mas longe de ser jurubeba), dos Pratas e de mais um monte nesse rio de literatura. Curte adjetivos. É apaixonado pelos pequenos detalhes.