Precisamos falar sobre Felipe Melo

Precisamos falar sobre Felipe Melo

(Foto: Cesar Greco/Divulgação/Ag.Palmeiras)

O camisa 30 do Palmeiras carrega uma peculiaridade desde que chegou ao clube, em janeiro de 2017. Ao mesmo tempo que grande parcela da torcida achou uma ótima contratação na época, outra já ficava com o pé atrás, pelo passado polêmico e explosivo, pela idade avançada para um volante de contenção e por todo pacote que Felipe Melo traz com a sua forte personalidade.

Passados quase um ano e meio de clube, o dualismo em torno de Felipe Melo parece que se escancarou de vez entre os alviverdes. Há quem o ame, quem o idolatre e quem o ache indispensável para o time. E também tem os que o detestam, que sonham com o momento em que o Pitbull saia do clube.

Nem tanto ao céu nem tanto ao inferno. Eu particularmente gosto do futebol do volante. Mas é nítido que em alguns momentos o time sente muito a falta de alguém que morda e que preencha melhor os espaços defensivos do time.

Com a saída de Keno, o Palmeiras irá utilizar mais os seus laterais na parte ofensiva do campo. E o trabalho de Felipe na cobertura será redobrado. A questão física parece atrapalhar o já experiente jogador, que sente muito o cansaço a partir da segunda etapa.

FM

Neste frame parado do momento que antecedeu o segundo gol do Galo, percebe-se que Yimmi Chará avança em um espaço que deveria ter sido ocupado por Melo. O atacante colombiano recebeu o passe de Elias sozinho para empatar novamente o jogo. Está certo que Hyoran vacila e não acompanha Chará, mas Felipe deveria ter tido uma leitura melhor do lance.

Não acho que Melo deva sair do clube, muito menos acho que ele é um titular absoluto. Roger deve enxergar o momento e principalmente a força ofensiva do adversário para optar por Thiago Santos, que peca na saída de bola, mas é um leão marcando e protegendo a zaga.

Roger também pode optar por jogar com Bruno Henrique e Moisés de volantes, e deixar o armação com Lucas Lima, Hyoran ou Scarpa. Felipe Melo também pode ser uma boa opção jogando de zagueiro. Uma posição que exige menos correria e mais posicionamento. O camisa 30 já fez algumas boas atuações atuando pelo setor com a camisa alviverde.

Resta esperar para ver se o comandante terá peito para colocar um dos líderes do elenco no banco, e se Felipe Melo respeitará a decisão do treinador, uma vez que o volante já tem um histórico de confusões com Cuca que não gostava muito do seu futebol.

É preciso entendimento e respeito de todos os lados. Da torcida também, que precisa parar de torcer somente para os seus escolhidos. Na hora que a bola rola o pensamento e união de todos tem que ser pelo Palmeiras e para o Palmeiras.

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  • Gabriel Amorim

    Gabriel Amorim

    Gabriel Amorim, 27 anos, detesta quem assiste ao jogo sentado e tem como grande ídolo Armando Nogueira. Formado em Jornalismo pela UMESP em 2012, cobriu a Copa do Mundo da Rússia pelo jornal Lance!