Felipe Melo

Eu tenho convicção plena que em breve vou ouvir um áudio vazado de Whatsapp comentando que ele pisou mesmo na bola ao quase quebrar a perna de um colega de profissão aos 3 minutos de jogo e, por tabela, quase deixar na mão seus colegas de time e milhões de palmeirenses com o coração na mão por uma solada no joelho alheio com responsabilidade, equilíbrio, respeito, educação, tolerância, disciplina, companheirismo, cultura, esportividade, amor e fraternidade.

Eu tenho plena convicção que em pouco tempo, além do desabafo assumindo a culpa a um amigo, ele fará uma postagem em rede social pedindo desculpas pela entrada maldosa que quase levou a outro crime que seria a eliminação em classificação bem encaminhada. Pedido sincero encerrado com a expressão “pau em vagabundo” nos segundos finais da falta de juízo final.

Eu sei que mesmo injustiçado pela gratuita perseguição da arbitragem, atletas e imprensa que amam falar de seus cartões amarelos e vermelhos, ele irá prometer se comprometer e evitará ser advertido jogo sim, partida sim.

Eu sei que ele vai assumir a bronca e irá querer seguir no Palmeiras e jamais irá comentar que vários clubes o querem caso ele seja injustamente punido apenas por quase ter colocado em risco a classificação pela mais estúpida e despropositada expulsão da história do clube. Até a animalesca entrada de Edmundo em Paulo Sérgio na final de 1993 era mais “justificável” (SIC).

Eu confio na recuperação e no sincero e esperado pedido de desculpa de Felipe Melo por meio de áudio vazado ou story do Instagram. Tenho absoluta certeza que isso não irá mais se repetir.

Eu acredito nas pessoas. Na bondade delas. Aprendi tudo isso com o Palmeiras. Se eu torci pelo clube presidido pelo Mustafá, por que não torcer pela indulgência ao Felipe?

Eu torço por ele. Só não torço por quem torce mais por jogador do que pelo Palmeiras.

  • Mauro Beting

    Mauro Beting

    Mauro Beting é comentarista do Esporte Interativo e da rádio Jovem Pan, blogueiro do UOL, comentarista do videogame PES desde 2010. Escreveu 16 livros, e dirigiu três documentários para cinema e TV.