Luxa admite erros excessivos no clássico e minimiza rivalidade com o Fla: "Futebol está chato!'

Luxa admite erros excessivos no clássico e minimiza rivalidade com o Fla: "Futebol está chato!'

Foto: Cesar Greco/Ag. Palmeiras

O técnico do Palmeiras Vanderlei Luxemburgo falou com a imprensa após o empate entre Palmeiras e Santos por 0 a 0 neste último sábado, 29, no Pacaembu. Luxemburgo admitiu que o Verdão abusou dos erros técnicos no clássico, mas que considera algo que faz parte do futebol.

O comandante do Verdão acredita que o Santos foi melhor na primeira etapa, mas que o Verdão recuperou o controle da partida na etapa final e até merecia ter saído com a vitória.

Ao final da coletiva, Luxemburgo foi perguntado sobre as provocações dos jogadores do Flamengo contra o Palmeiras. Na última semana Rafinha e Gabigol cantaram uma música alusiva ao fato do Verdão não ter Copinha nem mundial.

'Futebol sem isso essa provocação fica chato para cacete. Sem isso, não tem torcedor. Antigamente, não tinha TV e a gente falava que juiz roubou pelo rádio, sem nem ver o jogo. Isso é que fomentou. A gozação traz cada vez mais torcedores. A gente deveria ser contra violência, de torcedor se encontrar no metrô para tocar porrada", iniciou Luxa.

"A gente tem que parar com isso de o futebol ser exemplo para a sociedade brasileira. Futebol é entretenimento. Quem tem que ser exemplo são os políticos. Se preocupar com uma declaração do presidente, do ministro, uma tomada de decisão. Pensar em saúde, educação, segurança... Agora vai falar que o futebol vai ser exemplo?", afirmou o professor.

Pra finalizar, Luxemburgo disse que os jogadores são amigos fora de campo e que não deveríamos dar tanta importância para isso.

"Vamos parar de brincar, de cantar uma musiquinha? O Rafinha e o Gabigol encontram os jogadores daqui, do Corinthians, do São Paulo e depois tomam chopinho. E aí a gente fica discutindo igual babaca aqui, dando audiência para isso", disse Luxemburgo encerrando a coletiva.

  • Gabriel Amorim

    Gabriel Amorim

    Gabriel Amorim, 28 anos, detesta quem assiste ao jogo sentado e tem como grande ídolo Armando Nogueira. Formado em Jornalismo pela UMESP em 2012, cobriu a Copa do Mundo da Rússia pelo jornal Lance!