Alexandre Mattos foi direto no papo com o torcedor. Mais uma vez assumiu a bronca tanto quanto o protagonismo. Faz parte do ofício. E ele faz bem as duas coisas.

Ele já soube vencer muito bem pelo Cruzeiro e ajudou muito o Palmeiras a reencontrar nosso caminho. Lembrou bem que em 20 anos ganhamos o BR que desde 1994 não ganhávamos e fomos vices que desde 1997 não éramos. É bastante coisa.

Mas claro que poderia ter sido mais. O que é diferente do que “deveria” ser. O Palmeiras não é obrigado a ser campeão. Ninguém é no futebol. A não ser o PSG este ano. E na França. Só lá.

O bom é que ele detectou coisas que deram errado no ano passado ou que foram mal feitas. Ele sabe o diagnóstico. A cura saberemos em 2018.

Ele aproveitou e jogou a “responsabilidade” de título aos pés do Cruzeiro. Estratégia inteligente. E que não deixa de ter lógica. “O Palmeiras ainda não tem um time definido. Um coletivo forte. Foi o maior erro em 2017”.

Foi isso.

No mais, aproveitou para dar um toque na torcida para que o sócio-torcedor seja tão sócio quanto é torcedor. Para que não oscile a adesão ao Avanti. Reafirmou que Luan e Juninho “vão ser recuperados”. Logo, estão devendo. Mandou bem. É isso.

Só foi desnecessário cutucar os vices do Santos. Mas menos deselegante do que Lucas Lima ao citar a lotação do Allianz Parque em relação ao público que não enche a Vila Belmiro.

Para nos defender não é preciso atacar. Ainda mais quem foi sua casa por quatro anos.

Mas faz parte do pacote Lucas Lima. Combo que às vezes não combina com profissionalismo.

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