Não deu em 2015. Mas daria quase tudo certo a partir de então

Não deu em 2015. Mas daria quase tudo certo a partir de então

Escrevi este texto na madrugada depois da derrota nos pênaltis para o Santos, na decisão estadual de 2015.

Eu realmente acreditava em dias e jogos melhores. Mas não tão rapidamente.

Não deu.
E dói.

Mas também não parava de doer em 2011 quando o Coritiba nos goleou na Copa do Brasil. Quando aprendemos no Alto da Glória que nada como um jogo depois de outro. E um título em 2012 em Curitiba.

Não deu a Copa do Brasil em 1996 contra o Cruzeiro. Mas daria em 1998 contra o mesmo rival.
Não deu para ser tri paulista em 1995. Mas deu para começar ali a montar o time de melhor campanha da história do profissionalismo em 1996.

Não deu para ganhar o Paulista de 1992. Mas começou naquela derrota a formação da primeira Via Láctea bicampeã paulista em 1993 e 1994. Bi brasileira. E que ajudaria o Brasil a voltar a ser campeão do mundo.

Não deu para ser campeão paulista em 1971. Mas nascia ali a segunda academia campeã de quase tudo em São Paulo e no Brasil até 1974.

Não deu para ser bicampeão do Robertão em 1968. Mas ali começava a base do time que venceria o título nacional em 1969.

Não deu para ganhar o Rio-São Paulo de 1966 (que teve quatro campeões...). Mas ali iniciava o multicampeão Palmeiras campeão do Robertão e da Taça Brasil de 1967.

Fomos vice-campeões paulistas em 1964. Para começar a formatar a primeira Academia campeã do Rio-São Paulo de 1965. O time que foi o Brasil no Mineirão. O time que seria vice paulista. Só pra ser campeão de novo em 1966.

Não deu para ser campeão estadual em 1949. Só pra ganhar na alma e na lama o título do ano santo de 1950. Preparando o espírito para a Copa Rio de 1951.
Não deu para ser campeão em 1939. Só pra ser campeão como Palestra em 1940.

Fomos vice em 1935 para ser a equipe campeã em 1936.
Fomos vice em 1931 para depois ganhar o tricampeonato a partir de 1932.

Não deu para ser campeão em 1919. Só pra Pazza Gioia de 1920 iniciar o século que seria nosso.

Esse troféu pesa.
Essa camisa pesa ainda mais.

Não tem pesar agora. Nem desculpa para achar vitória onde não há título.
Tem é história para contar outras. Fazer muito mais. Ganhar ainda mais. Ser ainda mais Palmeiras.

Não deu. Paciência.
Vai dar. Palmeiras. #parasercampeao

  • Mauro Beting

    Mauro Beting

    Mauro Beting é comentarista do Esporte Interativo e da rádio Jovem Pan, blogueiro do UOL, comentarista do videogame PES desde 2010. Escreveu 16 livros, e dirigiu três documentários para cinema e TV.