(Foto: Sérgio Ortiz/ Forza Palestrina)

Como bons palmeirenses, tenho certeza que vocês olharam esse título com certa dose de mal gosto: “o clube nessa situação e eles querendo confabular, falar um monte de teorias”. Calma! É quase isso.

Vivemos uma crise enorme. Profunda. Típica, de certo modo. Aqui, nada é mini, é um ambiente macro por pura vocação, história. Sobra dinheiro, como nos impérios. A diferença é que eles tinham uma filosofia pra existir, ainda que tenham caído com ela debaixo dos braços, mas foram leais. Nós, não.

Nos falta um lastro, um caminho de terra batida pra seguir. O Palmeiras parece confortável em se arranjar a cada meia hora de acordo com o que o mercado lhe oferece. Jogadores, treinadores. A montanha está se movendo mensalmente atrás de Maomé. Parece um andarilho esquizofrênico.

Somos bombardeados todos os dias por exemplos de dinastias que vencem no futebol, no basquete, na música, na venda de pães. Organizações que não se deixam amoitar pelo mundo, mas adestram as situações aos costumes que possuem, as condições que ostentam e à filosofia que seguem.

Esse é o problema, é a crise. A identidade de Palmeiras. Abel e Roger residem em espaços opostos, ideias que brigam como Tyson e Holyfield. Como podem ser opções simultâneas? Sendo o clube uma organização sem ideais, sem a tal da filosofia.

A situação causa um considerável desânimo a esse cronista mal humorado e, imagino, a todos vocês que temos a filosofia inequívoca de amar esse clube e, por isso mesmo, colocá-lo em xeque. Precisamos de um caminho.

Já.

 

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