Palmeiras 0 x 0 Chapecoense: a sonolenta partida no Allianz Parque

Palmeiras 0 x 0 Chapecoense: a sonolenta partida no Allianz Parque

Não é todo dia que se inicia uma partida do traiçoeiro campeonato brasileiro com tanta calma, com clima ameno e ânimos extremamente tranquilos. Até o complicado gramado do Allianz Parque parecia mais verde do que em muitos dias de cinza e buracos que já viu nesses anos de casa moderna. As credenciais para Palmeiras e Chapecoense eram as melhores possíveis.

Talvez tenha sido esse um grande problema da modorrenta tarde de hoje. Pouquíssimo aconteceu no primeiro tempo. Ao menos que fosse válido. Palmeiras, com Borja, e Chapecoense, com Amaral, foram para as redes, mas pararam nas bandeiras erguidas em razão de impedimentos bem marcados. No mais, só toques, toques, toques, toqZzzzz

Pra um segundo tempo com a necessidade de fazer o gol, logo de cara, uma perda e uma chance de mudar rumos. Felipe Melo, com dores no pé, pediu para sair. Mudar um sistema para aumentar a capacidade de propor? O professor preferiu a segurança e relação conturbada de Thiago Santos com a bola. Os efeitos, previsivelmente ruins, aconteceram. Na verdade, não aconteceram. Nada houve.

Por mais que não faltasse desejo de conquistar o gol, o Palmeiras não conseguiu superar o enorme ônibus de Chapecó postado na entrada da área alviverde. Na vaga do apagado e muito pouco eficaz Borja, Deyverson. Uma fantástica troca de nomes que nada acrescentou ao jogo. No nosso jogo.

Lucas Lima foi o terceiro a deixar o gramado. A Chape nada oferecia além de faltas e mais faltas. O dez que usa a vinte buscou bastante a bola, mas pouco conseguiu executar. Não deveria sair o criativo de quem precisava de improvisos, mas Willian foi ao jogo. Ofereceu a raça de sempre, a correria de sempre, mas. O mas de sempre.

Persistente, o zero se manteve no placar até o fim. Um anticlímax retumbante após a épica quarta-feira. Bruno Henrique e Edu Dracena não fizeram falta ao ponto de justificarem o mau desempenho. A habitual dificuldade em jogos contra times fechados, sim. Não era jogo para que pontos ficassem pelo caminho. É jogo para se tomar providência e evitar que novos jogos “fáceis” se tornem o motivo de um campeonato frustrado.

  • João Gabriel

    João Gabriel

    De família italiana e tipicamente alviverde, é de São Manuel, interior do estado. Se formou em Jornalismo pela USC/Bauru e é pós graduado em jornalismo esportivo pelo IPOG/SP.