Palmeiras precisa pensar no palmeirense que tem mais amor do que dinheiro

Palmeiras precisa pensar no palmeirense que tem mais amor do que dinheiro

Desde 1917 a gente passou a jogar num campinho que ainda não era a casa que a gente logo passou a alugar até gostar do lugar e resolver comprar. Em 1920. Reformamos até fazer uma casa mais confortável e moderna em 1933. Depois levantamos o piso por causa das chuvas, em 1964. Até que derrubamos quase tudo em 2010 para fazer um casarão com a ajuda dos parças que a gente adora tretar. Com e sem razão, desde 2014.

Nossa nova casa é um show. Mesmo. Não tem lugar para tantos musicais. As contas não são poucas. Ainda bem que é o parceiro que arca com elas. E ainda tem gente que mora aqui e acha que foi mau negócio... Mas, enfim, a entrada tem mesmo que ser mais cara. E com com o elenco que temos para jogar, também podemos cobrar mais caro por algo que não tem preço.

Mas tanto assim?

Primeiro que a torcida que canta e vibra acaba não vibrando tanto e cantando tanto pelo preço proibitivo. Ela não consegue ir ao Allianz Parque. Resultado: sobraram mais de 7 mil lugares contra o Cerro Porteño...

Que tal dar uma ligeira barateada onde menos gente comprou e ainda fazer um setor REALMENTE POPULAR? Tem condição física e estrutural para separar 5 mil lugares para preços mais em conta. Enchendo a arquibancada e os cofres também. Só precisa ter vontade para tanto. Só precisa trazer para a nossa casa quem é de casa.

O palmeirense que tem mais amor que dinheiro.

  • Mauro Beting

    Mauro Beting

    Mauro Beting é comentarista do Esporte Interativo e da rádio Jovem Pan, blogueiro do UOL, comentarista do videogame PES desde 2010. Escreveu 16 livros, e dirigiu três documentários para cinema e TV.