Palmeiras sem meia de origem e com 4 atacantes já é realidade

Palmeiras sem meia de origem e com 4 atacantes já é realidade

Foto: Cesar Greco/Ag. Palmeiras

Muito se discutiu na última semana sobre a estratégia utilizada por Luxemburgo na estreia do Palmeiras na Copa Libertadores diante do Tigre, na Argentina, quando o técnico escalou o Verdão sem nenhum meio campo de origem e com Dudu mais centralizado.

Parte da torcida não gosta do camisa 7 atuando como armador. As maiores críticas são acompanhadas de 'ele perde todo o potencial saindo da ponta', 'não sabe jogar de costas para o adversário' e 'prende demais a bola'.

Digamos que as três frases tem fundamento. Porém o próprio Dudu afirmou em entrevista coletiva após o jogo que não se considera um meia nesse esquema de Luxemburgo com 4 atacantes.

'Não tem só eu como meia, as vezes o Rony vem, o Luiz vem, o Willian também. O importante é sempre alguém estar ocupando o seu espaço na hora da marcação pra ajudar no meio campo ali. Hoje fizemos isso muito bem e a equipe está de parabéns principalmente pelo segundo tempo', disse Dudu.

O ídolo da nova geração de alviverdes também falou sobre jogar mais solto nessa nova posição em que Luxa vem o escalando:

'Tenho mais liberdade né? Já joguei assim com outros treinadores, quase todos que passaram por aqui me usaram nessa posição. Sou acostumado a jogar ali, temos que ter um pouco de paciência pra equipe se adaptar nesse novo esquema pra fazermos um bom ano.', disse Dudu que com mais duas assistências chegou a 35 passes para gol no Allianz Parque, o maior assistente da história do estádio.

Já Luxemburgo elogiou a partida do seu principal jogador e deu pistas de que deve seguir com esse esquema:

'Nós jogamos da mesma forma que atuamos contra o Tigre. Conversamos muito sobre a compactação. A questão de jogar com o Dudu por dentro, ou pelos lados dá mais liberdade pra ele, isso incomoda e confunde o adversário, ele pega muito mais vezes na bola. Os jogadores buscam ele.', afirmou Luxa.

  • Gabriel Amorim

    Gabriel Amorim

    Gabriel Amorim, 28 anos, detesta quem assiste ao jogo sentado e tem como grande ídolo Armando Nogueira. Formado em Jornalismo pela UMESP em 2012, cobriu a Copa do Mundo da Rússia pelo jornal Lance!