Da batalha a gente nunca vai fugir!

Da batalha a gente nunca vai fugir!

(Foto: César Greco/Ag. Palmeiras/Divulgação)

*Por Lucas Friolani

Falo aqui como torcedor, não como jornalista. Não que aqui alguém seja menos torcedor que eu, longe disso, mas hoje não é dia de analisar o futebol, é dia de sentir. Sentir com o coração de quem muito perdeu, mas que ganhou muito mais.

Nós torcedores, não podemos achar que todo campeonato está ganho. Mas devemos querer. Não devemos nos apegar no investimento, não temos de analisar números, posse de bola ou chutes no gol. Temos de analisar raça, vontade, alma.

E é isso que está faltando. Está faltando raiva ao perder. Mas não em nós, mas naqueles que nos representam dentro de campo. Não entendo e nem vou entender o fato do Dudu não bater um pênalti decisivo. Não entendo o fato do Artur não jogar. Não entendendo como sempre a desculpa para uma atuação ruim está pronta por todos. Hoje é o VAR, ontem foi a FPF e amanhã vai ser quem? Conmebol, CBF, FIFA?

Felipão, ame ou odeie! Acredito que para o lado do maior verde do Brasil, é amado. Mas não pode ser poupado de críticas. Não se pode cogitar tirar um time de campo devido a uma briga que o próprio Palmeiras comprou contra a FPF. E não se pode dizer, depois de uma eliminação dolorida para milhões de torcedores, que não iria sair do estádio chateado. Porra, como não?

Culpar o VAR por lances polêmicos e que na minha opinião foram acertados é fácil. Mas e o fato do time não render? E o fato do time não jogar? Se irritar na entrevista coletiva quando é perguntado sobre o Zé Rafael também é fácil. Difícil é entender como alguém pode não querer bater um pênalti. Entender como ontem o Zé Rafael se tornou a solução para os problemas que o time tem de uma hora para outra. Quis provar o que ontem com isso? Deixe de ser teimoso!

Cantamos em todos os jogos que conhecemos a batalha. Fugir dela não se deve ser cogitado, nunca. Estamos contra tudo e contra todos, e assim devemos seguir. Mas devemos jogar muita, muita bola! Perdendo com alma, a lamentação será menor. Mas a chateação, Felipão, NUNCA será.