"Quando você profissionaliza demais, perde um pouco da essência" diz Marcos sobre Palmeiras no dérbi

"Quando você profissionaliza demais, perde um pouco da essência" diz Marcos sobre Palmeiras no dérbi

O ídolo e um dos maiores goleiros da história da Sociedade Esportiva Palmeiras, São Marcos, realizou um evento neste sábado (19) na capital paulista, para lançar mais um empreendimento na sua carreira como empresário longe dos gramados.

O pentacampeão do mundo que já havia fundado a sua marca de cerveja no ano passado, agora também lançou a sua carne. Em parceria com o frigorífico Frigol, Marcos terá diversos tipos de corte e carnes com o selo de sua marca 12. O churrasco para ver as partidas do Verdão agora ficou completo.

Nossa equipe prestigiou o evento e falou com exclusividade com Marcão sobre diversos assuntos relacionados ao Palmeiras: Jaílson ou Prass em uma disputa de pênaltis? O que está faltando para o Palmeiras vencer o maior rival? Polêmicas com a torcida palmeirense?

Confira tudo isso e muito mais no bate papo do ídolo com o nosso repórter Gabriel Amorim:

Gabriel Amorim NP: Marcão, na minha visão o Jaílson vive uma fase melhor que a do Prass, mas o camisa 1 é mais decisivo nos penais. Você colocaria o Prass no lugar do Jaílson em uma eventual disputa de pênaltis nesta temporada?

Marcos: Eu pensei nisso nessa semana e eu concordo com você, o Prass é sensacional nos pênaltis, quando sai um penal contra ele você fica com 50% de dúvida se o cara vai fazer. Ele tem um histórico de pênalti sensacional. Mas eu acho difícil para o treinador pegar dois, três goleiros qualificados como tem o Palmeiras, e aí faltando 10 minutos para uma decisão de pênaltis você colocar o Prass. Pois aí você coloca ele em uma situação ruim, porquê o Prass já entra tendo a obrigação de pegar.

A gente aqui no Brasil é muito corneta, se o Prass entra e não pega nenhum todo mundo vai falar: tá vendo pra quê fazer isso? Então é uma situação muito complicada. O problema é do Roger e do Oscar (treinador de goleiros), a gente tem que estar feliz por estar vivendo esse momento com tantos goleiros bons no Palmeiras.

Gabriel Amorim NP:  O que você acha que está faltando para esse elenco do Palmeiras entender de vez o que é um Derby, e como é importante vencê-lo?

Marcos: Rapaz... Eu vou falar aqui não em nome do torcedor e nem em nome do Palmeiras, é em nome do Marcos, que é um palmeirense corneteiro que assiste o jogo pela televisão, nem no campo eu vou mais quase...

Quando você profissionaliza demais, você tira um pouco da essência. E pra um profissional entender a essência do nosso clube, ele precisa de um tempo. Só que pra gente que é torcedor não existe esse tempo, o tempo é o próximo jogo. Você tem que entender o mais rápido possível que contra o Corinthians é um campeonato a parte. As vezes é mais gostoso ganhar deles do que o próprio campeonato.

O jogador do Palmeiras tem que entender o seguinte: o Corinthians não é nosso inimigo, mas é o nosso maior rival. Nesse jogo não tem economia. Nesse jogo se você tiver com algum problema, descansa, deixa quem está melhor jogar, tem que estar 100%. A pressão é grande pra eles, mas pra nós também.

Então o meu recado pros caras é: esse jogo não pode mais perder. Se tem um jogo que você têm que por a bunda no chão, dar carrinho, chegar mais forte, é esse!

Gabriel Amorim NP: E sobre o Romero, o que você achou daquilo...

Marcos: Não sou a favor de violência. Não tem que bater no Romero, aquilo é do jogo. Mas tem que dar o troco no returno. Tem que ganhar o jogo e dar caneta, chapéuzinho. Se os caras cercarem o juiz, cerca o juiz também. Mas não sejam passivos.

Gabriel Amorim NP: E sobre a cobrança de parte da torcida palmeirense em algumas declarações suas. Como você vê tudo isso?

Marcos: Eu sou palmeirense demais cara, e eu nunca vou me furtar de dar a opinião do Marcos. Eu não falo pela torcida, nem pelo clube, falo por mim, que sou muito apaixonado pelo Palmeiras. Pode ter palmeirense igual eu, mas mais que eu não tem, tenho certeza.

  • Gabriel Amorim

    Gabriel Amorim

    Gabriel Amorim, 27 anos, detesta quem assiste ao jogo sentado e tem como grande ídolo Armando Nogueira. Formado em Jornalismo pela UMESP em 2012, cobriu a Copa do Mundo da Rússia pelo jornal Lance!