(Foto: Cesar Greco/Ag. Palmeiras/Divulgação)

Ídolo do torcedor, pilar da reconstrução do clube e o primeiro a conseguir suportar a gigante pressão de substituir ‘São Marcos’. Fernando Prass alcançou títulos, titularidade e admiração na mais difícil posição de se consagrar dentro do Palmeiras. A história do goleiro merece o respeito que tem, quem sabe um filme, mas jamais a novela de uma renovação contratual. A sua renovação, aliás, é fundamental para a renovação da posição no clube.

A justificativa não é teórica. É prática. Prass poderia se abalar com as críticas sofridas em seu pior momento na temporada, após errar um soco em tentativa de cortar o cruzamento que gerou o único gol do Atletico Tucumán, pela Libertadores, no Allianz Parque, e evitar sair do gol nos jogos seguintes. Assim como poderia se abalar com as críticas sofridas após falhar em dois gols no clássico diante do São Paulo, em chutes cara a cara. Mas no jogo seguinte, em mais uma partida decisiva, Prass socou para fora da área as inúmeras bolas cruzadas dentro do Beira-Rio, contra o Internacional, e até impediu a abertura do placar por Nico Lopez em um dos primeiros lances da decisão das oitavas de final da Copa do Brasil em chute cara a cara. Exemplo claro de que Prass não se abala.

Crias da casa, como Bruno, Deola, Fábio e outros goleiros, se abalaram com erros, críticas e a pressão de defender o Palmeiras. O experiente Fernando Prass não se abalou. Depois da difícil fase, chegou a ficar no banco de reservas por acumular mais um ou outro deslize perdoável e jamais reclamou. Quando voltou, recuperou a confiança de muitos torcedores ao ser fundamental na arrancada do time em plena reta final de Brasileirão. O goleiro é a referência técnica, tática e comportamental do elenco alviverde.

A diretoria do Palmeiras quer um 2018 repleto de títulos, embora tenha como única certeza a gigante pressão que virá pela frente depois de um 2017 sem taças. Se o clube pretende renovar a meta alviverde, e por isso contratou Weverton, não há dúvidas de que o goleiro de 29 anos tem muito o que aprender, entender e viver de Palmeiras observando Fernando Prass como titular. O 2017 do Palmeiras foi bem mais irregular que Prass e a diretoria não entende ter sido um ano de resultados ruins, já que deve encerrar o ano vice-campeão brasileiro. O mesmo raciocínio vale para Fernando Prass. A renovação contratual por mais um ano aconteceu apenas no final do ano, mas já deveria estar pronta há muito tempo.

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