Roger tem muitos méritos pelo Deca

Roger tem muitos méritos pelo Deca

Foto: César Greco/ Ag. Palmeiras/ Divulgação

Assim que o Palmeiras confirmou o título diante do Vasco em São Januário, tentei contactar o técnico Roger Machado para ele falar sobre a conquista da taça nacional. É claro que ele prefiriu não falar. Uma situação constrangedora, de um profissional que teve o seu trabalho interrompido na metade.

Respeitei. Só quis tentar entrevistá-lo pois acho que o seu trabalho foi muito importante na conquista do Decacampeonato do Palmeiras.

Tudo começou lá no dia 4 de Fevereiro.

O Palmeiras enfrentava e vencia o Santos no Allianz Parque por 2 a 1, pela primeira fase do Paulistão, quando Roger chamou Bruno Henrique para entrar em campo.

A torcida ansiosa pela estreia de Gustavo Scarpa, xingou o técnico de tudo quanto é nome. O hoje capitão e melhor jogador do ano palmeirense, era detestado por grande parte da torcida pelo seu passado corinthiano.

Roger não o só bancou no time titular diante do Junior Barranquilla na estreia da Libertadores, como o deu a faixa de capitão.

Miguel Borja foi outro que cresceu muito no comando do gaúcho. Roger recuperou a confiança do atacante colombiano, inclusive o ajudando a disputar a Copa do Mundo da Rússia.

Machado caiu muito pela sua má gestão de grupo e o mal aproveitamento do estrelado elenco palmeirense, que se provou muito qualificado depois da chegada de Felipão.

É claro que o técnico errou bastante e sabe disso, mas os seus méritos na campanha do Deca são claros. Principalmente pelas vitórias diante de Atlético-PR e Grêmio fora de casa ainda no primeiro turno.

Sem contar a épica vitória em La Bombonera na primeira fase da Libertadores, quando Roger deixou o time com a melhor campanha do continente.

Felipão não pegou um time esfacelado, que não sabia o que fazer em campo. Muito pelo contrário.

O time precisava de alguns pequenos ajustes, e mais identidade. Sentir mais as derrotas. Entender o que era um Dérbi. E isso foi bem resgatado pelo experiente Scolari.

Roger tem um longo caminho pela frente e tenho certeza absoluta que será um grande técnico do nosso futebol.

Deixo o meu muito obrigado pelas coletivas e pelo aprendizado que eu tive com o técnico nos 7 meses que ele ficou aqui.

Você faz parte dessa conquista, Roger.

Muito mais do que gente que apareceu na foto do título...

  • Gabriel Amorim

    Gabriel Amorim

    Gabriel Amorim, 27 anos, detesta quem assiste ao jogo sentado e tem como grande ídolo Armando Nogueira. Formado em Jornalismo pela UMESP em 2012, cobriu a Copa do Mundo da Rússia pelo jornal Lance!