Luan, zagueiro do Verdão (Foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação)

Vi o jogo treino contra o Atibaia e admito: o Palmeiras não jogou nada, foi horroroso. Mas algo me divertiu. Fiquei assistindo até o final, segundo por segundo, com prazer e satisfação, apenas por um motivo: a série de comentários no Facebook oficial do Verdão. Ri muito. Estou com dó, no entanto, do coitado do português. Ele apanhou mais do que a bola. Foi uma surra.

Estou longe de ser um especialista e nem vou citar as concordâncias, os pontos e as vírgula. Ops, olha aí: as VIRGULAS. Vou aqui tratar nesse espaço que me é destinado apenas sobre os nomes dos donos do espetáculo (ou, nesse caso, da falta de). Deyverson, sem dúvida, foi o mais citado pelos internautas. E ninguém acertou o Y.

Teve Deverson, Deiveson, Davidson, Deivinson e, o mais perto, Deiverson. Bateu na trave, mas estou com todos que erraram. Existem jogadores que não merecem que escrevam seus nomes corretamente. Seria uma punição ou, quem sabe, um alívio. Se meu nome fosse Deyverson (que não seja em outra encarnação, por favor) e eu errasse um gol sem goleiro, gostaria que narradores, torcedores e amigos trocassem meu nome. ‘Porra, Deinvinson’. ‘Pqp, hein, Deverso’. ‘C*, Deilvenson’. Seria um repouso pensar que eu não sou o Deyverson, com Y, por três segundos. Imaginar, num devaneio, que não fui eu o responsável por um erro absurdo na cara do goleiro.

Mas eu também não gostaria de ser o cara que escreveu Willian (até aí, ok) Begod. Tá, eu sei que o próprio jogador escreve Dubgod no Instagram, mas begod deveria ser o bigode do pré-adolescente, sabe? Begod seria o pelo fino e separado, duramente cultivado para ganhar tamanho, mas não ganha. O famoso bigode de motoqueiro. Que, aqui entre nós, não é o caso do Willian atacante. Ou begod também poderia ser a falta de cabelo do careca na parte da frente da cabeça. Ou seja: sinônimo de pouco, entende? Tipo: tô com pouco begod, pouca ideia, pra escrever esse texto. O jeito é puxar os pelos e ir preenchendo espaço, milímetro por milímetro.

O erro mais gritante foi Sezar Maluco. Teve também Queno. Li lá Ueverton, Iorram, Che Chê (não o Guevara) e Roja Machado. ‘Que beleza’, diria um amigo meu. A cada passe errado em campo, um nome escrito equivocadamente. Como se um Egídio nascesse na ponta de cada dedo indicador que ali escreveu um comentário.

E vou nessa. Tô sortero e é sexta-feira. Tô pegando minha bicicreta e volto qualquer dia. Ando meio distruído, professô. Se me ver na calsada, não sou eu. Eu gosto de escrever, mais vou drumir na balada.

Bjs e sauvesse quem puder.

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