Sobre ídolos e opinões: respeito

Sobre ídolos e opinões: respeito

Foto: Marcos Ribolli/Globo Esporte

Idolatria é algo pessoal. Em qualquer campo. No futebol, das atividades mais coletivas e pessoais ao mesmo tempo, você pode ser fã do Ademir da Guia e do Tonhão com a mesma intensidade. E "razão" numa questão que é muito mais emoção. Gosto.

Como preferir pizza Margheritta a calabresa.

Ninguém tem "razão". Tem gosto.

Muitas vezes desgosto.

Não é a primeira e não será a penúltima que gente muito qualificada cobra o NOSSO PALESTRA pelas opiniões de nosso time. Sobretudo políticas.

Reiterando: no nosso portal praticamos os preceitos da Sociedade Esportiva Jornalismo. Buscamos as melhores versões possíveis dos fatos. Apenas isso. Sem a pretensão de ser porta-voz do clube e nem mesmo porta-berro da arquibancada. Apenas mais uma voz para dar vez e vazão à nossa paixão.

Que não é maior que a sua. Nem menor. É paixão. Sempre respeitável. Incomparável.

Como qualquer opinião.

O que não pode é cercear essa opinião.

Pode e deve debater. Discutir. Combater. Deixar de seguir. Começar a perseguir.

Mas não pode exigir que cada cidadão, mais do que qualquer jornalista, não tenha a sua opinião.

Na minha academia tem um quadro produzido pela CADA CANTO UM CANTO: "nesta casa é proibido falar mal de São Marcos e de Felipão".

Ponto final. Mas pra mim.

Quem quiser falar mal das ideias políticas do Marcão, espaço aberto. Quem quiser falar bem das ideias políticas do Marcão, espaço aberto. Quem não quiser falar do Marcão, espaço aberto.

Enfim, espaço. E ABERTO.

Porque fechado já basta o pensamento e o foco de quem quer trancar o país, a liberdade de expressão. Tanto à sua direita quanto à minha esquerda.

O NP tem jornalistas que jogam no ataque com a 7. Tem jornalistas que jogam com a 11. Tem quem faça o meio-campo. E tem, como eu, que é meia-esquerda. Camisa 10. Não com o talento de Ademir da Guia. Talvez do Bandeira. Ou talvez eu dê apenas bandeira.

Mas reitero aos que com equilíbrio (ou não) cobram do NOSSO PALESTRA essa suposta "militância": ninguém aqui é meliante. E irresponsável.

Os comentários de ordem política de seus integrantes são nas redes sociais INDIVIDUAIS deles.

Próprias. E respeitáveis.

Pode e deve não gostar.

Só não pode censurar.

Embora, em alguns casos, é o que muita gente realmente quer.

À minha esquerda e à sua direita, realmente quer.

  • Mauro Beting

    Mauro Beting

    Mauro Beting é comentarista do Esporte Interativo e da rádio Jovem Pan, blogueiro do UOL, comentarista do videogame PES desde 2010. Escreveu 16 livros, e dirigiu três documentários para cinema e TV.