Transformando a lealdade em padrão; Palmeiras é exemplo na crise da Covid-19

Transformando a lealdade em padrão; Palmeiras é exemplo na crise da Covid-19

Foto: Divulgação/Ag. Palmeiras

A diretoria do Palmeiras faz um trabalho importante na crise que todo o futebol brasileiro enfrenta devido ao coronavírus. A doença que já matou mais de sete mil brasileiros paralisou o calendário e fez com que as receitas dos clubes despencassem desde então.

Com queda no número de sócios-torcedores e sem a receita de bilheteria, o Verdão tinha tudo para se juntar ao bonde da cartolagem que não vê a hora do futebol recomeçar, nem que precise atropelar as ordens da Organização Mundial da Saúde.

Porém, Maurício Galiotte não foi apenas mais um insensato no meio da onda de ignorância que virou moda no Brasil. O presidente sempre demonstrou uma postura digna da grandeza do clube desde que o vírus chegou ao nosso país.

O Verdão foi um dos primeiros clubes a se manifestar a favor da paralisação imediata do Campeonato Paulista.

Depois, honrou com os salários integrais do mês de abril para todos os seus funcionários. Com férias para o elenco de futebol profissional, a diretoria alviverde teve tempo para pensar na melhor estratégia para minimizar os danos causados pela crise.

O clube não vai alterar os salários da comissão e equipe feminina, e de suas promessas das categorias de base. Para os atletas que ainda não possuem contrato profissional, vai manter a ajuda de custo e promete mandar cestas básicas para as famílias dos jogadores.

Com a política da “base não é custo e sim investimento”, o Verdão é exemplo para alguns clubes do nosso futebol que estão priorizando somente o elenco profissional em detrimento de outras importantes áreas do departamento de futebol.

Mas lembrando que a comissão técnica de Luxemburgo e os atletas do Verdão possuem um grande papel nisso, uma vez que aceitaram a redução de salário entendendo que o clube tem uma grande responsabilidade social na manutenção de tantas pessoas que não possuem o privilégio de terem um salário tão alto.

Por fim, Galiotte não demonstra querer cair na pressão de cartolas e políticos, e não quer que o futebol volte antes de termos uma situação controlada da epidemia no nosso estado. A vida das pessoas que fazem o futebol vale mais do que a bola rolando.

Uma diretoria que foi tão criticada nos últimos anos por sua falta de sensibilidade em diversos assuntos, demonstra uma grande evolução e merece elogios.

  • Gabriel Amorim

    Gabriel Amorim

    Gabriel Amorim, 28 anos, detesta quem assiste ao jogo sentado e tem como grande ídolo Armando Nogueira. Formado em Jornalismo pela UMESP em 2012, cobriu a Copa do Mundo da Rússia pelo jornal Lance!