Beto Fuscão (meu Deus!) na FOTO em 1976, Mario Soto em 1977 (diablo mio!) foram as primeiras contratações do Palmeiras que celebrei. O primeiro era da Seleção e seria o novo Luís Pereira. Sei… O segundo, o novo Figueroa chileno… Só sei que quase virou o novo Pinochet pelo que batia…

Polozi eu também vibrei muito em 1979. Juro. Minha mãe disse para meu pai que eu e meu irmão estávamos felizes pela chegada de Pelozi da Ponte… E era um zagueiro. De Seleção.

Celebrei demais o Freitas, do Coxa, em 1980… Juro por Darinta! Luis Pereira de volta em 1981. Aragonés e Éneas. Rocha e Baltazar em 1982. Nenê Santana, Cleo e Batista em 1983. A volta de Leão em 1984. Mário Sérgio. Mendonça em 1985. Mirandinha e Edmar em 1986. Craque Neto em 1989. Edu Marangon em 1990. Evair e Cesar Sampaio em 1991, quando eu já estava jornalista. Zinho e Mazinho em 1992. Roberto Carlos, Antonio Carlos, Edmundo e Edilson em 1993. Rincón e Rivaldo em 1994. Cafu, Djalminha e Luizão em 1995. A volta do Zinho em 1997. Oséas. Paulo Nunes e Arce em 1998. Sampaio e Evair em 1999. Asprilla. Os retornos de Alex. A volta do Edmundo em 2006. Diego Souza em 2008. Keirrison em 2009… Kleber e Valdivia em 2010… Dudu em 2015, com moderação. Mina em 2016. Guerra, Felipe Melo e Borja, sem moderação, em 2017.

Alguns deram certo. Poucos, mais do que certo. Alguns não valeram. Como tantos. Mas não tem preço quando desconhecidos ou não tão badalados se tornam o que viraram Jorge Mendonça, Toninho, Jorginho, Vagner Bacharel, Gaúcho, Careca Bianchezi, Odair, Cléber, Flávio Conceição, Júnior, Alex, Euller, Pierre, Alex Mineiro, Henrique, Cleiton Xavier, Marcos Assunção, Fernando Prass, Jailson, Vitor Hugo, Zé Roberto, Jean, Edu Dracena, Moisés, Tchê Tchê, Keno, Willian. Sem contar os pratas-da-casa que São Marcos ou são boas novas como anjo Gabriel Jesus.

Se vai virar, outros 500 zilhões de dinheiros. Mas só o sentimento de posse, de que posso, de que é o Palmeiras refazendo história, sendo no mercado poderoso como ele é em campo, já dá aquele sentimento que meu pai teve quando Jair Rosa Pinto chegou em 1949. Julinho em 1958. Djalma Santos em 1959. Vavá em 1961. Servílio e Djalma Dias em 1963. Artime em 1968. Leivinha em 1971.

Craques consagrados que vieram de fora como tais. Para se juntar a Heitor, Junqueira, Romeu, Oberdan, Fiúme, Mazzola, Ademir, Dudu, Marcos. Gente que mal sabemos quando chegaram. Mas para sempre saberemos onde nos levaram.

Borja ainda não virou a alegria que já nos trouxe só de chegar. Como Lucas Lima e Gustavo Scarpa em 2018.

Se ainda não se pagou, e ainda acho difícil que pegue e se pague, mais uma vez a sensação de possibilidade e posse ainda não passou. E é muito gostosa que ainda perdure.

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Mauro Beting
Mauro Beting é comentarista do Esporte Interativo e da rádio Jovem Pan, blogueiro do UOL, comentarista do videogame PES desde 2010. Escreveu 16 livros, e dirigiu três documentários para cinema e TV. Curador do Museu da Seleção Brasileira, um dos curadores do Museu Pelé. Trabalhou nos jornais Folha da Tarde, Agora S.Paulo e Lance!, nas rádios Gazeta, Trianon e Bandeirantes, nas TVs Gazeta, Sportv, Band, PSN, Cultura, Record, Bandsports, Foxsports, nos portais PSN, Americaonline e Yahoo!, e colaborou nas revistas Placar, Trivela e Fut! Lance. Está na imprensa esportiva há 27 anos por ser torcedor há 50. Torce por um jornalismo sério, mas corneta o jornalista que se leva muito a sério.