Um confronto onde predominou a covardia

Um confronto onde predominou a covardia

(Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

Pelo segundo ano consecutivo, o Palmeiras parou no Cruzeiro na Copa do Brasil. Décimo jogo sem vitória diante dos mineiros. 15 jogos de Mano Menezes sem perder para o Palmeiras. Um número assustador se tratando de times tão grandes do futebol brasileiro.

Pra mim, a eliminação palmeirense da semifinal da Copa do Brasil pode ser resumida em apenas uma palavra: covardia.

Covardia da diretoria que manteve preços absurdos no jogo de ida no Allianz Parque, e transformou uma semifinal de Copa em uma atmosfera de oitavas de final de Copa Sul-Americana. Mais de 8 mil palmeirenses ficaram pra fora e o Cruzeiro de Mano achou um gol logo cedo se abdicando de jogar todo o resto do jogo. Conseguiu o resultado em um ambiente bem favorável aos visitantes.

Covardia do árbitro Wagner Reway que não quis utilizar o VAR para dar o gol legal de Antônio Carlos no último minuto em São Paulo. Um tento que no final das contas fez falta demais para o Palmeiras. O mais justo desse confronto seria uma decisão por pênaltis.

Covardia de Felipão que deveria ter sacado Felipe Melo ou o próprio Bruno Henrique após o gol cruzeirense ontem no Mineirão. Técnico demorou demais pra agir, e quando agiu só fez substituições óbvias. Faltou repertório. Faltou mais coragem. Faltou menos Jean e mais Lucas Lima, ou Hyoran, mesmo que o camisa 28 venha numa má fase.

Por fim, a covardia final. Uma briga desnecessária. Um soco sem propósito algum de Sassá sobre o lateral-direito palmeirense Mayke, que foi procurar briga também, que fique bem claro. É preciso saber perder, no campo. A pressão nos bastidores sobre arbitragem tem que vir da direção. Não dos atletas.

Domingo virou o jogo do ano para o Palmeiras. Felipão e sua comissão técnica tem que achar algum jeito de vencer o Cruzeiro de Mano Menezes no Pacaembu. Principalmente porque os mineiros devem vir com um time misto. A vitória pode acalmar os ânimos e colocar o Palmeiras na liderança do Brasileirão, pelo menos até a macarronada de domingo.

É hora de juntar os cacos e jogar bola. Usar a indignação e raiva para dar uma resposta rápida para a torcida. Não tem motivos para caçar bruxas, achar culpados. Às vezes só é preciso um pouco menos de covardia.

  • Gabriel Amorim

    Gabriel Amorim

    Gabriel Amorim, 27 anos, detesta quem assiste ao jogo sentado e tem como grande ídolo Armando Nogueira. Formado em Jornalismo pela UMESP em 2012, cobriu a Copa do Mundo da Rússia pelo jornal Lance!