Palmeiras, o circo político e a falta de bola

Palmeiras, o circo político e a falta de bola

Foto: Cesar Greco/Ag. Palmeiras

O palmeirense viveu uma tarde tenebrosa de futebol neste sábado, 27, quando o time enfrentou o Vasco no Allianz Parque, pela 12ª rodada do Brasileirão.

Mais uma vez o que se viu em campo foi um time sem brio, apático, sem criatividade nenhuma e se arrastando pelo empate e pela virada, que já está se tornando uma missão mais do que impossível com Scolari.

O Brasileiro, que deveria ser a prioridade máxima do clube, foi escanteado pelo planejamento da diretoria e comissão técnica. Poupou quando não deveria poupar, não poupou quando tinha que descansar alguns. E o resultado que se vê é dois pontos ganhos em nove disputados.

Mas não sabemos até que ponto a diretoria está tão preocupada com a nítida queda e oscilação do time. Diretoria essa que ontem estava mais preocupada em bajular o Presidente da República do que com a péssima fase vivida pelo clube.

Ao permitir que Bolsonaro descesse duas vezes para o gramado, na segunda até atrasou o reinício da partida, o clube mais uma vez dividiu sua torcida e o que se viu foram brigas para ver quem deveria vaiar ou chamar aquele circo populista de "mitagem".

O Palmeiras mais uma vez ficou em segundo plano. E os holofotes ficaram voltados para um senhor que usa cada vez mais a imagem do clube para aparecer.

Aí tanto faz o viés político de quem usa o esporte para se promover. Vale para qualquer um, até para o Papa, caso Sua Santidade não tivesse o que fazer. Não tem cabimento deixar o clube ser usado para claros interesses políticos.

Depois vem com nota oficial exaltando a sua neutralidade nas questões políticas e partidárias. Tá bom, então.

Terça-feira tem Palmeiras de novo e a torcida, mesmo desgastada e chateada com tanto sofrimento demonstrado dentro de campo, estará lá. Como sempre esteve.

Diferentemente de alguns que apareceram agora e seguem usando o clube somente para outros fins.

Tá faltando futebol. E um pouco de bom senso também.

  • Gabriel Amorim

    Gabriel Amorim

    Gabriel Amorim, 28 anos, detesta quem assiste ao jogo sentado e tem como grande ídolo Armando Nogueira. Formado em Jornalismo pela UMESP em 2012, cobriu a Copa do Mundo da Rússia pelo jornal Lance!