Ribamar, na história do Palmeiras, não traz boas lembranças. José Ribamar Sarney, na história brasileira, ainda causa pior memória antes e depois da presidência da República.

Foi ele, que era vice do eleito Tancredo Neves, que cunhou a frase: “vice-presidente não é nada. Mas pode ser tudo”.

Pois é…

Ser vice do Brasil depois de ter sido campeão brasileiro em 2016 não é muito. É pouco pelo investimento. É dolorido por quem foi o campeão de 2017. Mas é mais uma prova de que não foi um ano todo errado. Embora tenha dado errado.

Mais ou menos como a paulada em Curitiba. O Palmeiras até começou melhor. Chegou duas vezes. Mas a primeira investida contra a linha de defesa alta cobrou novo preço. Ribamar apareceu à frente de Prass aos 6. Gol do Furacão.

Aos 17 teve nova investida, enfiada e pênalti. 2 a 0 Atlético. Gol de Ederson. O Palmeiras tentou chegar. Bastou um contragolpe para o Furacão ampliar pelos lados de Michel Bastos e Luan, aos 34. Sidclei.

Na segunda etapa, o Palmeiras resolveu atacar. Jogar um tanto mais. Mas criar, mesmo, mais uma vez foi pouco. Não fosse Prass com os pés, o quase anual vexame teria acontecido no último jogo do BR-17.

Mas muita coisa mudou no Palmeiras. Mesmo com a sensação ruim da derrota feia, o empate do Santos com a Avaí (1 x 1) e a virada do Atlético Mineiro contra o Grêmio (4 x 3) mantiveram o segundo lugar na tabela final. O que há alguns anos era luta contra o rebaixamento agora voltou a ser brigar por título.

E, se nada mudar (e não deve se mexer tanto no elenco para 2018), o Palmeiras pode e deve ir ainda mais longe.

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