Vira, virou? Goiás 1 x 2 Palmeiras

Vira, virou? Goiás 1 x 2 Palmeiras

FOTO: CÉSAR GRECO

O Palmeiras não virava um placar desde os 3 a 1 contra o São Paulo.

(Pelo longo tempo parece que foi o 3 a 1 da Arrancada Heroica de 1942 quando o Palestra teve de virar Palmeiras “por trair a pátria”... Justo o Palmeiras que há exatos 54 anos foi todo o Brasil na inauguração do Mineirão jogando pela Seleção, no Dia da Independência).

Mas foi mesmo o Choque-Rei do BR-18 o último que Verdão virou um placar. Ainda com Roger.

O 2 a 1 do sábado mostrou que o campeão do Brasil de 2018 ainda anda de mal com a bola. Naquela fase em que basta um chute espetacular de Rafael Vaz de longe para surpreender Jailson. Mas não o ressabiado palmeirense. Ele meio que esperava tudo de errado. O limitado Goiás do promissor Michael fez 1 a 0 na única chegada perigosa em 45 minutos. Fase ruim é assim. De ambos os lados.

O time de Ney Franco poderia ter levado o empate de Luiz Adriano no final do tempo, em lance discutível anulado pelo VAR. Numa das quatro (poucas) chances da equipe do estreante Mano. Equipe abalada que mais parecia se livrar da bola que a jogar. Faltava coesão, ideias, entrosamento, ritmo para Ramires, confiança pra todos no 4-2-3-1 proposta com Scarpa pela direita, Dudu por dentro, Zé Rafael à esquerda. Mesmo com uma escalação mais leve com Bruno Henrique e Ramires (na teoria mais ofensiva), pouco produziu o Palmeiras.

Na segunda etapa, Dudu abriu pela direita, e criou mais do que pelo meio. Mas ainda era pouco. O ótimo goleiro Tadeu saiu de ambulância para o hospital em choque com Zé Rafael com menos de 10 minutos. O reserva Marcos sonegou gol certo paulista até o empate de Willian, aos 35, validado apenas pelo VAR (depois de erro feio do bandeirinha), depois de bela enfiada de Dudu - na primeira vez em que partiu pelo meio na segunda etapa.

O Palmeiras seguiu em cima até Lucas Lima (que entrara como volante para armar no lugar do ainda perdido Ramires) exagerar na vontade e ser expulso pelo segundo amarelo aos 45 (dois minutos depois de levar o primeiro...). Jailson fez milagre em falta de Renatinho até o impossível mesmo virar depois de lateral de Marcos Rocha que deu em quizomba na área, e assistência involuntária de Borja para o gol de Scarpa.

Uma virada que caiu do céu para um time que precisa cair na real. Não pode ter parado junto com a Copa América.

A atuação não foi boa. Mas a vitória de virada foi uma maravilha anímica para o Palmeiras que voltou a vencer. Mas ainda está longe do que pode. Palmeiras não virava um placar desde os 3 a 1 contra o São Paulo.

(Pelo longo tempo parece que foi o 3 a 1 da Arrancada Heroica de 1942 quando o Palestra teve de virar Palmeiras “por trair a pátria”... Justo o Palmeiras que há exatos 54 anos foi todo o Brasil na inauguração do Mineirão jogando pela Seleção, no Dia da Independência).

Mas foi mesmo o Choque-Rei do BR-18 o último que Verdão virou um placar. Ainda com Roger.

O 2 a 1 do sábado mostrou que o campeão do Brasil de 2018 ainda anda de mal com a bola. Naquela fase em que basta um chute espetacular de Rafael Vaz de longe para surpreender Jailson. Mas não o ressabiado palmeirense. Ele meio que esperava tudo de errado. O limitado Goiás do promissor Michael fez 1 a 0 na única chegada perigosa em 45 minutos. Fase ruim é assim. De ambos os lados.

O time de Ney Franco poderia ter levado o empate de Luiz Adriano no final do tempo, em lance discutível anulado pelo VAR. Numa das quatro (poucas) chances da equipe do estreante Mano. Equipe abalada que mais parecia se livrar da bola que a jogar. Faltava coesão, ideias, entrosamento, ritmo para Ramires, confiança pra todos no 4-2-3-1 proposta com Scarpa pela direita, Dudu por dentro, Zé Rafael à esquerda. Mesmo com uma escalação mais leve com Bruno Henrique e Ramires (na teoria mais ofensiva), pouco produziu o Palmeiras.

Na segunda etapa, Dudu abriu pela direita, e criou mais do que pelo meio. Mas ainda era pouco. O ótimo goleiro Tadeu saiu de ambulância para o hospital em choque com Zé Rafael com menos de 10 minutos. O reserva Marcos sonegou gol certo paulista até o empate de Willian, aos 35, validado apenas pelo VAR (depois de erro feio do bandeirinha), depois de bela enfiada de Dudu - na primeira vez em que partiu pelo meio na segunda etapa.

O Palmeiras seguiu em cima até Lucas Lima (que entrara como volante para armar no lugar do ainda perdido Ramires) exagerar na vontade e ser expulso pelo segundo amarelo aos 45 (dois minutos depois de levar o primeiro...). Jailson fez milagre em falta de Renatinho até o impossível mesmo virar depois de lateral de Marcos Rocha que deu em quizomba na área, e assistência involuntária de Borja para o gol de Scarpa.

Uma virada que caiu do céu para um time que precisa cair na real. Não pode ter parado junto com a Copa América.

A atuação não foi boa. Mas a vitória de virada foi uma maravilha anímica para o Palmeiras que voltou a vencer. Mas ainda está longe do que pode.

  • Mauro Beting

    Mauro Beting

    Mauro Beting é comentarista do Esporte Interativo e da rádio Jovem Pan, blogueiro do UOL, comentarista do videogame PES desde 2010. Escreveu 16 livros, e dirigiu três documentários para cinema e TV.