COLETIVA

Abel Ferreira avalia desempenho do Palmeiras após empate na Libertadores: 'Belíssimo jogo'

Verdão tem desempenho ruim e buscará vaga nas quartas de final no Paraguai, na próxima quarta-feira (19)

O técnico Abel Ferreira, da SE Palmeiras, em jogo contra a equipe do C Cerro Porteño, durante partida válida pelas oitavas de final, ida, da Conmebol Libertadores, na arena Nubank Parque. (Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon)
O técnico Abel Ferreira, da SE Palmeiras, em jogo contra a equipe do C Cerro Porteño, durante partida válida pelas oitavas de final, ida, da Conmebol Libertadores, na arena Nubank Parque. (Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon)

O Palmeiras empatou em 1 a 1 com o Cerro Porteño, no Nubank Parque, pelo jogo de ida das oitavas de final da CONMEBOL Libertadores. Depois de abrir o placar aos 82 minutos com Flaco López, o Verdão sofreu o empate já nos acréscimos, aos 92, em falha do goleiro Carlos Miguel.

Fala, Abel!

Abel Ferreira concedeu entrevista coletiva e avaliou o desempenho do Palmeiras. O treinador destacou o volume de oportunidades criadas pela equipe, lamentou a falta de eficácia e assumiu a responsabilidade pelo gol sofrido nos minutos finais. Abel também comentou a expulsão de Andreas Pereira, a atuação de Carlos Miguel, a postura defensiva do Cerro e o apoio da torcida.

Desempenho e falta de eficácia

Na minha opinião, fizemos um belíssimo jogo. Vou falar de algumas oportunidades. Na primeira, tiram em cima do gol. Na segunda, o Roque chuta no goleiro e, no rebote, o López manda para fora. Na primeira parte, tivemos o Allan dentro da área. Na segunda parte, tivemos um cruzamento do Allan e o Arias falhou, um remate do Arias na trave e depois o gol que fizemos. Em todos os agarrões que o árbitro permitiu, acho que a expulsão foi muito rigorosa, se pensarmos no que se passou no jogo, principalmente pela entrada que sofreu o Roque. Mas faltou eficácia. E, sim, no último lance do jogo, aparentemente em um lance controlado, os nossos zagueiros precisam seguir o movimento do atacante. Nosso goleiro sabe o que precisa fazer e o que precisa melhorar.

Erros na partida e Carlos Miguel

Questionado sobre os lances polêmicos da partida e sobre a atuação de Carlos Miguel, Abel afirmou que não havia visto o lance específico envolvendo o goleiro e defendeu uma interpretação objetiva das jogadas.

Eu não vi o lance. Para mim, as coisas são brancas ou pretas. Se tocou, é pênalti; se não tocou, não é pênalti. No lance do Andreas, alguém viu alguma agressão? Um murro na cara? E quando ele passa o jogo inteiro sendo agarrado e tira a mão, é expulso?

Linha defensiva do Cerro

Abel também comentou a dificuldade imposta pelo Cerro Porteño, que adotou uma postura bastante defensiva em determinados momentos. Para o treinador, porém, o Palmeiras conseguiu criar oportunidades suficientes para vencer.

O problema é para qualquer equipe do mundo. Mas não foi falta de oportunidade, diferente do último jogo. Ali eu tive que aceitar e hoje tivemos. Jogando assim, pode vir com seis, sete, onze, que vamos ganhar o jogo.

Tropeços em casa e força como visitante

Sobre os resultados recentes do Palmeiras como mandante e a necessidade de buscar a classificação fora de casa, Abel destacou que a equipe segue viva nas competições e evitou fazer uma avaliação definitiva antes do fim dos torneios.

Está falando do Brasileirão? Mesmo tropeçando em casa, estamos tropeçando menos que os outros. Quando chegarmos ao final, vamos ver se os pontos em casa vão fazer falta. Eu gosto de olhar para a classificação no final. Mas, desde que estou aqui, o Palmeiras não chegou a este momento em todas as competições. Se me pergunta contra o Inter, aceito todas as críticas. Hoje, não. É uma eliminatória, onde temos tido dificuldades em casa e estamos fortes fora de casa. Estamos em aberto. E vivos em tudo. Não deveríamos ter sofrido o último gol? Não! A responsabilidade máxima é minha.

Apoio da torcida e união

Abel também falou sobre o apoio recebido das arquibancadas e sobre a importância da união entre diretoria, comissão técnica, jogadores e torcida, especialmente em momentos de dificuldade.

Olha, para ser sincero, eu tenho tanto trabalho que não li, mas as informações vão chegando. Eu tenho um carinho muito grande por todos os torcedores, e o ‘Todos Somos Um’ é isso. O símbolo que tenho no peito desde 2020. Desde 2020, ganhando ou perdendo, eu, como treinador, faço uma coisa: servir o Palmeiras da melhor maneira que posso.

Eu sei como é o futebol. Lamento que às vezes estamos abaixo das expectativas. Fico muito feliz quando vejo todo mundo remar para o mesmo lado. Se a torcida fizer o papel como fez hoje, no final tem todo o direito de se manifestar da forma que quiser. Quando estamos todos unidos, ainda mais nos momentos difíceis. Os pilares: direção, um; comissão, dois; jogadores, três; e torcida, remando junto, quatro.

E agora?

O Palmeiras volta a campo pela competição continental na próxima quarta-feira (19), às 19h (de Brasília), no Paraguai. O Verdão decide a vaga para as quartas de final, diante do Cerro Porteño

Antes disso, o Alvivede entra em campo diante do Fluminense, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro, onde é líder. A partida será neste sábado (14)