PRONTO PARA A FINAL

Análise: Palmeiras apresenta futebol mais sólido de 2026 e avança à final do Paulistão

Com defesa ajustada, pressão coordenada e maturidade para administrar vantagem, Verdão supera o São Paulo no Choque-Rei e chega à sétima decisão seguida do Estadual

O jogador Mauricio, da SE Palmeiras, comemora seu gol contra a equipe do São Paulo FC, durante partida válida pela semifinal, do Campeonato Paulista, Série A1, na Arena Barueri. (Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon)
O jogador Mauricio, da SE Palmeiras, comemora seu gol contra a equipe do São Paulo FC, durante partida válida pela semifinal, do Campeonato Paulista, Série A1, na Arena Barueri. (Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon)

O Palmeiras confirmou a evolução que vinha dando sinais nas últimas rodadas e mostrou, no clássico contra o São Paulo, sua versão mais consistente em 2026. A vitória por 2 a 1, na Arena Barueri, garantiu a equipe na final do Campeonato Paulista e evidenciou um time mais equilibrado, seguro defensivamente e maduro para controlar um jogo grande.

O resultado coloca o Verdão na sétima final consecutiva do Estadual. Os gols de Maurício e Flaco López construíram a vantagem alviverde, enquanto Calleri, de pênalti, descontou para o rival e levou tensão aos minutos finais. Ainda assim, a classificação foi sustentada por uma atuação sólida, especialmente no primeiro tempo.

O Palmeiras tratou o clássico como decisão, algo que vem fazendo bem em 2026. A equipe entrou com intensidade alta, marcação encaixada e pressão sobre a saída de bola são-paulina. O gol cedo, aos sete minutos, foi consequência direta dessa postura. Após troca rápida de passes que envolveu Flaco López e Vitor Roque, Maurício apareceu para finalizar de esquerda e abrir o placar.

A vantagem não alterou o comportamento do time. Pelo contrário: o Palmeiras seguiu compacto, encurtando espaços no meio-campo e dificultando qualquer tentativa de construção do adversário. A defesa, mais alinhada do que em boa parte de 2025, transmitiu segurança. Houve poucas concessões e, quando necessário, a recomposição foi rápida.

Mais leve e móvel, o Verdão também soube atacar os espaços e construir pelo meio. Faltou capricho em alguns momentos, como em chance com Piquerez já na reta final do primeiro tempo, mas a superioridade foi clara.

No segundo tempo, o São Paulo buscou alternativas e melhorou com mudanças no meio-campo. Ainda assim, o Palmeiras ampliou em jogada ensaiada de bola parada. Aos 11 minutos, após cobrança de falta trabalhada, Flaco López apareceu bem posicionado para fazer o segundo.

Quando o confronto parecia sob controle, um pênalti polêmico cometido por Marlon Freitas recolocou o rival na disputa. Calleri converteu e trouxe instabilidade aos minutos finais.

O Palmeiras, porém, respondeu com maturidade. Em vez de se desorganizar, manteve linhas compactas, administrou o ritmo e evitou que a pressão se transformasse em chances claras.

A atuação no Choque-Rei indica um Palmeiras mais equilibrado do que aquele visto em oscilações recentes. A base do elenco é praticamente a mesma da temporada passada, mas o encaixe coletivo evoluiu. A equipe lidera o Campeonato Brasileiro e agora volta à decisão estadual sustentada por uma estrutura defensiva confiável e um ataque que segue fazendo gols.

A final será contra o Novorizontino, em duas partidas. O primeiro duelo terá mando palmeirense, e a decisão acontece no Estádio Jorge Ismael de Biasi, já que o adversário fez melhor campanha.

Independentemente do desfecho, a classificação no clássico deixa uma impressão clara: o Palmeiras de 2026 parece mais pronto para competir em alto nível.