
A entrada de Endrick na vitória da Seleção Brasileira por 3 a 0 sobre o Haiti, nesta sexta-feira (19), pela Copa do Mundo de 2026, fez o Brasil voltar a alcançar uma marca que não acontecia há 68 anos.
Marca histórica
Com o atacante em campo ao lado de Rayan, a Seleção passou a ter dois jogadores com menos de 20 anos atuando na mesma partida de Mundial pela primeira vez desde a Copa de 1958. Na ocasião, a dupla era formada por Pelé, então com 17 anos, e José João Altafini, o Mazzola, que tinha 19.
O feito também guarda uma curiosa ligação com o Palmeiras. Assim como Endrick, Mazzola era jogador do Verdão quando foi convocado para defender o Brasil na Copa disputada na Suécia. O atacante começou o torneio como titular e marcou dois gols na goleada por 3 a 0 sobre a Áustria, antes de perder espaço justamente para o jovem Pelé, que se tornaria o grande nome daquela campanha histórica.
Agora, quase sete décadas depois, Endrick volta a colocar seu nome ao lado de uma das páginas mais marcantes da história da Seleção. Ao entrar em campo diante do Haiti, o camisa 19 ajudou o Brasil a repetir uma estatística que atravessou gerações e permaneceu intacta desde a conquista do primeiro título mundial.
Pedido da torcida e gol anulado
Endrick também entrou em campo cercado de expectativa. Ao longo da semana, o atacante de 19 anos teve seu nome pedido pela torcida brasileira nas redes sociais e em debates sobre a escalação da Seleção. Antes da partida, Carlo Ancelotti chegou a afirmar que utilizaria o camisa 19 “no momento certo” — e a oportunidade veio diante do Haiti.
O jovem chegou a balançar as redes após receber assistência de Rayan, mas o lance acabou anulado por impedimento, impedindo que a dupla transformasse a parceria histórica em participação direta em gol.