MELHOR SINTÉTICO?

Jogador do Flamengo dá razão ao Palmeiras sobre gramado sintético após críticas ao Maracanã

Sem citar o Alviverde diretamente, Léo Ortiz defendeu clubes que adotam piso artificial e afirmou que campos naturais ruins fortalecem essa escolha

O zagueiro Léo Ortiz, do Flamengo, defendeu os clubes brasileiros que decidiram adotar gramados sintéticos após criticar as condições do campo do Maracanã. Embora não tenha citado o Palmeiras nominalmente, a declaração dá respaldo ao argumento utilizado pelo Alviverde para manter o piso artificial no Nubank Parque.

A manifestação aconteceu depois do empate por 1 a 1 entre Flamengo e Independiente del Valle, na noite de quinta-feira (17), pela volta das quartas de final da Libertadores. O resultado classificou a equipe carioca para a semifinal da competição.

Após a partida, Léo Ortiz afirmou que a condição dos gramados naturais ajuda a explicar por que diferentes clubes passaram a investir em pisos artificiais.

— Tem que dar razão a quem quer grama sintética — afirmou o defensor

Léo Ortiz defende clubes com gramado sintético

O zagueiro destacou que os jogadores encontram dificuldades para controlar a bola e apresentar um futebol de maior qualidade quando o campo natural não oferece condições adequadas.

Para Léo Ortiz, a recorrência de gramados danificados fortalece o argumento de clubes que buscam uma superfície mais regular durante toda a temporada.

Palmeiras, Botafogo, Atlético-MG, Athletico-PR e Chapecoense estão entre os times que atuam em estádios com gramados artificiais. O Alviverde utiliza esse tipo de piso em sua arena desde 2020.

O gramado do Nubank Parque é totalmente sintético, utiliza preenchimento orgânico formado por cortiça e areia e não demanda aplicação de defensivos ou agrotóxicos, segundo as informações ambientais da arena.

Jogadores do Flamengo criticam Maracanã

Léo Ortiz não foi o único jogador do Flamengo a reclamar das condições do Maracanã. Rossi, Arrascaeta, Lucas Paquetá, Emerson Royal e outros integrantes da equipe também relataram dificuldades durante o confronto com o Independiente del Valle.

O goleiro Rossi afirmou que o estado do campo piora a cada partida. Arrascaeta também fez críticas contundentes e destacou a dificuldade para dominar e conduzir a bola.

O Maracanã é administrado pelo consórcio formado por Flamengo e Fluminense. O estádio enfrenta uma sequência intensa de partidas e ainda receberá um jogo da NFL no dia 27 de setembro.

A administração avalia realizar uma troca completa do gramado depois do evento. O procedimento dependeria de uma janela de aproximadamente dez dias sem partidas e de condições climáticas favoráveis.

Discussão envolve Palmeiras e Flamengo

O Flamengo tem sido um dos principais críticos dos gramados sintéticos no futebol brasileiro. Dirigentes, jogadores e integrantes da comissão técnica do clube carioca já manifestaram preocupação com diferenças de desempenho, velocidade da bola e risco de lesões.

O Palmeiras, por sua vez, defende que o gramado do Nubank Parque oferece regularidade e permite a realização de partidas mesmo diante do calendário de shows e eventos da arena.

A declaração de Léo Ortiz não representa uma mudança institucional de posição do Flamengo. O comentário, porém, reconhece que a má conservação dos campos naturais oferece argumentos aos clubes que optaram pelo piso artificial.

Palmeiras jogará no Maracanã pela Libertadores

A condição do campo também interessa diretamente ao Palmeiras. O Alviverde enfrentará o Fluminense no Maracanã pela partida de ida da semifinal da Libertadores.

Por ter realizado campanha superior na fase de grupos, o Verdão decidirá a classificação no Nubank Parque. Os confrontos serão disputados nas semanas dos dias 13 e 20 de outubro, com datas e horários ainda sujeitos à confirmação oficial da Conmebol.

Até o duelo, o Maracanã receberá novas partidas de Flamengo e Fluminense, além do evento da NFL. Uma eventual substituição do gramado deverá ser concluída antes dos compromissos decisivos de outubro.