SEGURO E PRAGMÁTICO

Análise: 'Seguro e pragmático, Palmeiras faz história na Libertadores'

Com gols de Flaco López e Marlon Freitas, Verdão garante vantagem para jogo de volta, no Nubank Parque

O time da SE Palmeiras, em jogo contra a equipe do Fluminense FC, durante partida válida pela semi final, ida, da Conmebol Libertadores, no Estádio Maracanã. (Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon)
O time da SE Palmeiras, em jogo contra a equipe do Fluminense FC, durante partida válida pela semi final, ida, da Conmebol Libertadores, no Estádio Maracanã. (Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon)

O Palmeiras venceu o Fluminense por 2 a 1, no Maracanã, pelo jogo de ida da semifinal da CONMEBOL Libertadores, e conquistou uma vantagem importante na busca por uma vaga na decisão.

Em uma partida na qual precisou saber sofrer, o Verdão foi eficiente nas oportunidades que encontrou, ampliou o placar com Marlon Freitas na segunda etapa, mas sofreu um gol nos minutos finais após um vacilo defensivo. O resultado poderia ter sido melhor, mas a atuação deixou uma mensagem clara: segurança e pragmatismo também decidem jogos grandes.

O Palmeiras encerrou uma marca histórica do adversário. O Fluminense estava invicto havia 18 partidas como mandante em confrontos de mata-mata da Libertadores, com 12 vitórias e seis empates. No Maracanã, o time de Abel Ferreira foi responsável por interromper essa sequência e conquistar um resultado de peso em uma semifinal continental.

Um primeiro tempo de resistência

O Palmeiras passou boa parte da primeira etapa sem conseguir estabelecer seu jogo ofensivo. Com dificuldades para sair da pressão e manter a posse de bola, a equipe aceitou jogar sem a bola e concentrou seus esforços na organização defensiva, procurando fechar os espaços e dificultar as ações do Fluminense pelo corredor central.

Ofensivamente, o Verdão produziu pouco. A equipe praticamente não conseguiu construir sequências de passes no campo adversário e teve poucas oportunidades para acelerar as jogadas. Ainda assim, precisou de apenas uma finalização para abrir o placar no primeiro tempo.

Foi uma demonstração de eficiência em um cenário que exigia paciência e disciplina. O Palmeiras não dominou, não criou em volume e tampouco conseguiu controlar o ritmo da partida com a bola, mas soube aproveitar o momento decisivo para transformar uma atuação de resistência em vantagem no marcador.

Em uma semifinal disputada fora de casa, esse tipo de eficiência tem valor. O problema seria passar os 90 minutos apenas se defendendo, sem encontrar alternativas para afastar o adversário de sua área. E foi justamente nesse ponto que o Palmeiras apresentou margem para melhorar.

Segurança defensiva como ponto de partida

A estratégia alviverde foi construída a partir da proteção dos espaços. Diante de um Fluminense que procura envolver o adversário com passes curtos e combinações pelo meio, o Palmeiras precisou manter suas linhas compactas e dificultar a circulação da bola em regiões perigosas.

A equipe conseguiu cumprir boa parte dessa missão. Mesmo sob pressão, evitou que o adversário transformasse seu volume de jogo em uma sucessão de oportunidades claras e manteve a organização necessária para sustentar a vantagem durante boa parte do confronto.

A atuação, porém, não foi perfeita. A dificuldade para sair jogando fez com que o Palmeiras devolvesse a posse ao Fluminense em diversas ocasiões, mantendo a pressão sobre sua própria defesa. Faltou critério para conectar os setores e aproveitar melhor os espaços que surgiam quando o adversário avançava.

Marlon Freitas amplia, mas o gol sofrido deixa um alerta

Na segunda etapa, o Palmeiras conseguiu ampliar a vantagem com Marlon Freitas e chegou a ficar em uma situação ainda mais confortável para o confronto de volta. O segundo gol reforçou a eficiência da equipe e mostrou que, mesmo com poucas oportunidades, o Verdão tinha capacidade para vencer o jogo.

Entretanto, quando parecia encaminhar uma vitória por dois gols de diferença, o Palmeiras sofreu um gol nos minutos finais após um vacilo defensivo. O lance diminuiu a vantagem e devolveu ao Fluminense a esperança de reverter a eliminatória em São Paulo.

Pragmatismo que pode levar à final

A atuação no Maracanã reforça uma característica do Palmeiras de Abel Ferreira: a capacidade de adaptar sua maneira de jogar às exigências de cada confronto. Nem sempre será possível dominar a posse ou criar inúmeras oportunidades. Em determinadas partidas, especialmente em uma semifinal de Libertadores fora de casa, saber defender, suportar a pressão e aproveitar os momentos certos também é determinante.

Foi o que aconteceu diante do Fluminense. O Palmeiras soube sofrer no primeiro tempo, encontrou eficiência para abrir o placar, ampliou com Marlon Freitas e esteve perto de levar para casa uma vantagem ainda maior.

Nubank Parque decide a vaga

Com a vitória por 2 a 1 no Maracanã, o Palmeiras chega ao confronto de volta em vantagem e terá o apoio de sua torcida no Nubank Parque para buscar a classificação à final da Libertadores.

Um empate ou uma nova vitória garante o Verdão na decisão. Em caso de derrota por um gol de diferença, a vaga será definida nos pênaltis. Uma derrota por dois ou mais gols de diferença elimina a equipe.