BASTIDORES

Nino revela bastidores de negociação com Palmeiras: 'Não podia esperar e desistiu'

Zagueiro afirmou que Verdão e Fluminense buscaram sua contratação no fim de 2025 e revelou questão familiar que pesa para um eventual retorno ao Brasil

O zagueiro Nino revelou novos detalhes sobre as negociações envolvendo Palmeiras, Fluminense e Zenit pela sua contratação. Em entrevista ao canal de Felipe Melo, ex-jogador do Verdão e amigo pessoal do defensor, Nino confirmou que os dois clubes brasileiros demonstraram interesse em dezembro de 2025 e explicou os motivos que impediram um avanço naquele momento.

Além das questões esportivas, o jogador revelou que um eventual retorno ao Brasil passa também por uma decisão familiar. Nino é pai de Antônio, que tem síndrome de Down, e afirmou que ele e a esposa consideram que morar no Brasil pode favorecer o desenvolvimento do filho.

Em dezembro do ano passado, houve um interesse do Palmeiras e do Fluminense. Os dois clubes quiseram a minha contratação. Você, como meu amigo pessoal, sabe que tenho um filho, Antônio, com síndrome de Down. A gente pensa e sabe que, para ele, estar no Brasil seja melhor para o desenvolvimento dele, da fala, como um todo. Desde o nascimento do Antônio, eu e minha esposa nunca fechamos porta para clube nenhum, porque a gente sabe que, em algum momento, vamos ter que priorizar o desenvolvimento dele à minha carreira profissional. Então, sempre deixamos as portas abertas.

Na sequência, Nino explicou que Palmeiras e Fluminense efetivamente procuraram sua contratação, mas encontraram resistência do Zenit. Na ocasião, o clube russo condicionou qualquer possibilidade de saída do defensor à definição da disputa pelo título nacional.

O Palmeiras e o Fluminense surgiram. A questão foi que, em dezembro do ano passado, quando os clubes chegaram, o Zenit falou que só me venderia se fosse campeão. O título só se resolveu em junho, então o Palmeiras não podia esperar até junho e desistiu da contratação. Pós-título, o Zenit disse que toparia vender, mas nas condições deles.

Palmeiras negociou por meses com Nino

O relato do zagueiro detalha uma negociação que se estendeu por boa parte do primeiro semestre de 2026.

O interesse palmeirense em Nino foi ainda no fim de 2025, como apurou o NOSSO PALESTRA. Inicialmente, o Zenit não demonstrava intenção de liberar o jogador, considerado importante para a disputa do Campeonato Russo.

Já no início de 2026, o Palmeiras retomou as conversas e avançou diretamente com o defensor. O Verdão chegou a encaminhar um acordo contratual com Nino, enquanto buscava convencer o Zenit a aceitar a transferência.

A negociação, porém, esbarrou justamente na postura dos russos. O Zenit não pretendia perder o zagueiro antes da definição da temporada e chegou a estipular valores elevados para aceitar uma liberação antecipada.

Verdão chegou a ter acordo encaminhado com jogador

Durante as tratativas, Palmeiras e Nino avançaram em pontos importantes do contrato. O jogador deu sinal positivo para uma transferência e o clube paulista passou a concentrar os esforços em chegar a um entendimento financeiro com o Zenit, segundo apurou o NP.

O Palmeiras chegou, inclusive, a enviar um representante para negociar pessoalmente com dirigentes do clube russo, mas não conseguiu destravar a operação.

Naquele momento, a expectativa passou a ser por uma possível transferência após o encerramento da temporada europeia, justamente o cenário citado agora pelo próprio Nino.

Palmeiras desistiu e contratou outro zagueiro

A demora acabou pesando definitivamente na decisão palmeirense. Com a negociação por Nino sem uma resolução, o Verdão buscou outra alternativa no mercado e posteriormente acertou a contratação de Alexander Barboza, que atuava no Botafogo.

Em junho, o Palmeiras encerrou as conversas por Nino. A decisão ocorreu após meses de tratativas e diante das condições financeiras impostas pelo Zenit para negociar o defensor.

Como apurou o NOSSO PALESTRA, o clube havia descartado a contratação depois de uma longa negociação. O Zenit chegou a trabalhar com valores elevados para liberar o brasileiro, dificultando um acordo com os interessados.