O empate em casa – a alugada – não é bom, nunca será, mas apesar da aparência de uma atuação ruim, o que se viu em campo foi uma quase incoerência com os números do placar. Após o gol do Guarani, o Palmeiras buscou o empate respeitando sua nova ideia de como jogar, que é com possa e passe, sem o odiável chutão.
Com alguns reservas em campo e a figuras de elite do elenco aguardando no banco, a missão era evidentemente mais difícil, ainda mais buscando soluções pelo chão, com aproximação, associação e ideias boas, ainda que descoordenadas pela falta de convivência entre muitos destes atletas como titulares.
Depois de lançar mão dos seus melhores nomes, o Verde melhorou, empilhou oportunidades e teve uma noite de pouca sorte, de sobremaneira nos pés e na cabeça de Vitor Roque, que poderia ter alcançado o gol com facilidade, mas nem todo dia é um grande dia para quem usa a camisa 9.
Não recorrer ao caminho mais fácil, mesmo precisando abafar pelo empate, é elogiável, era o que todos nós buscávamos e seguimos querendo. Tomara que esse resultado abaixo não mude a proposta de jogo, porque há o entendimento geral de que é percalço, não é erro de método. Seguiremos bem se seguirmos nesta rota.
Com sorte no chaveamento, o Alviverde não fará um clássico nas quartas, já que o segundo lugar emparelhou-se com o Capivariano, de boa campanha, mas certamente abaixo do Santos, com quem jogaríamos se estivéssemos na primeira colocação deste primeiro trecho de Paulistão.
Há que seguir, sem desviar a ideia, porque coisas boas devem surgir.