Após racismo na Libertadores, Conmebol se manifesta e promete endurecer punições

Na última rodada, torcedores de Palmeiras e Corinthians foram vítimas de ofensas raciais contra Emelec e Boca Juniors, respectivamente

A Conmebol emitiu, nesta sexta-feira (29), um comunicado acerca dos casos de racismo presentes nas partidas realizadas pela instituição. Na última rodada da Libertadores, Palmeiras e Corinthians foram alvos de ataques por parte de torcedores do Emelec e Boca Juniors, respectivamente.

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Em nota divulgada em seu site oficial, a entidade responsável pelo futebol sul-americano reiterou que estas ações são inaceitáveis. Além disso, garantiu que promoverá mudanças no regulamento a fim de endurecer as penalidades em casos de racismo.

O presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, também se manifestou. O cartola afirmou que trata do assunto diretamente com os presidente da Conmebol e Fifa. Além disso, ele garantiu que existirá uma reunião entre todas as entidades da América do Sul para endurecer a luta contra o racismo e, também, uma nacional.

Confira a nota completa da Conmebol:

Diante dos últimos casos de manifestações racistas ocorridos durante os torneios da CONMEBOL, a Confederação Sul-Americana de Futebol afirma o seguinte:

-A CONMEBOL considera ABSOLUTAMENTE INACEITÁVEL qualquer manifestação de racismo e outras formas de violência em seus torneios. Assume e assumirá sempre a sua quota-parte de responsabilidade no combate a todo o tipo de discriminação. O combate a este flagelo ocupa um lugar central nas preocupações e no trabalho da CONMEBOL, o que se evidencia nas múltiplas campanhas de sensibilização e ações de grande envergadura, bem como na aplicação de sanções a quem incorrer nestas práticas desprezíveis. .

-A CONMEBOL promoverá mudanças na regulamentação para AUMENTAR E ENDURECER as penalidades em casos de racismo. Também se compromete a desenhar e implementar novos programas e ações que visem banir definitivamente este problema do futebol sul-americano.

-O futebol é um difusor incomparável de valores positivos e construtivos na sociedade. Nos campos, treinos e competições, os jogadores de futebol aprendem desde cedo a respeitar seus adversários e valorizar suas virtudes, a tolerar os erros dos companheiros e ajudar a corrigi-los, a trabalhar em equipe e em união, a saber que o caminho para vitória É a do trabalho e do sacrifício. A CONMEBOL intensificará o trabalho contra o racismo e outras formas de discriminação nas CATEGORIAS DE TREINAMENTO.

-É preciso ressaltar que o racismo não é um fenômeno que começa e termina no futebol, que, sendo um espetáculo massivo, torna-se mais um campo de ampla visibilidade em que este e outros vícios sociais podem vir à tona. A sensação de anonimato proporcionada pelas arquibancadas esportiva leva os desajustados a desencadear seu comportamento inaceitável. No entanto, isso mudou muito nos últimos anos, pois agora é possível IDENTIFICAR CLARAMENTE OS INFRATORES E PUNÍ-LOS COM A MAIOR GRAVIDADE.

-Esses flagelos não serão superados se não se entender primeiro que eles devem ser atacados em todos os níveis: na educação familiar, nas escolas e faculdades, na mídia, nas organizações civis, no mundo empresarial, através das políticas públicas e certamente também em esportes.

-A CONMEBOL exorta todos os jogadores do futebol sul-americano – clubes, federações, mídia e torcedores – a REDOBRAR ESFORÇOS PARA ERRADICAR O RACISMO e outras formas de violência e discriminação e preservar o que há de mais valioso no nosso esporte: sua mensagem de camaradagem, esportividade e saúde concorrência.

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