Em nome de Julinho Botelho: Palmeiras 3 x 0 Paraná

C0C940E3-3352-4836-A35C-8BA4F05717EC23min do segundo tempo, calor do inverno paulistano na manhã aziaga pro palmeirense que sabe que 11h é horário bom pra ver jogo, não necessariamente ganhar… O interino estreante Wesley Carvalho saca o garoto que só não era maior em campo que Bruno Henrique – o volante-artilheiro que muitos queriam fora do clube em 2018.

Arthur foi trocado e o corneteiro palmeirense berrou o nome dele como dificilmente se ouve há 103 anos no clube. Ainda mais com pratas-da-casa que muitas vezes são chumbo-no-Palestra. No mesmo momento, pelo WhatsApp, chegou na cabine da Jovem Pan onde eu comentava o jogo o recado do amigo Carlos Botelho, lembrando o aniversário de 89 anos do pai dele.

Julinho Botelho.

(O maior camisa 7 da história do Juventus, da Portuguesa, da Fiorentina, do Palmeiras e só não foi do Brasil porque tinha Garrincha – também nas palavras de Nelson Rodrigues).

Arthur não será Julinho. Nem Edmundo foi. Mas ele vinha fazendo uma partida cortando por dentro a partir da direita como se tivesse nascido no clube. Como se fosse um ponta dos ótimos tempos. Como se honrando sem saber o Julinho que o amigo Ricardo Bacconi também homenageou com uma bela bandeira pelo aniversário de 89 anos na arquibancada do Gol Sul. O antigo gol das piscinas. No velho Palestra onde Julinho se despediu da carreira jogando uma chuteira para a galera e a outra nas mãos, descalço que foi na humildade dele e Djalma Santos.

Ótimos tempos não só de craques. Mas de gente que pisa na grama sagrada como se pede e se pode.

Arthur teve a atuação que se pede. Aquela que começou a ser aplaudida aos 13, quando recuperou uma bola que sairia pela lateral na vontade. Aquela que sempre se pede e muitas vezes se perde. Não exijo que se tenha o talento de Julinho. Mas a mesma vontade e humildade que ele sempre mostrou de verde, de 1958 a 1967.

1º TEMPO – Mesmo criando pouco, o Palmeiras foi bem. Fez bons lances. E faz demais com Bruno Henrique, abrindo o placar aos 16, na primeira chegada bem trabalhada por Willian. Fez 2 a o aos 40, depois de outro bom lance de Arthur.

2º TEMPO  – De novo o Palmeiras deu a impressão de que faria os gols a hora que quisesse. Não é e não pode ser assim. Mas as poucas bolas do modesto Paraná não entraram. Fora a falta de Silvinho que explodiu no travessão, aos 11, só mesmo golaço de Lucas Lima.

CHANCES DE GOL –  PALMEIRAS 4 x 2. primeiro tempo;  PALMEIRAS 3 x 2 segundo tempo. TOTAL: PALMEIRAS 7 x 4.

O LANCE – 32min segundo tempo. Lucas Lima pega um sem-pulo de fora da área e marca o golaço que ele sabe e que pode fazer mais se também pisar mais na área rival. Num lance criado depois de um bote dele na saída de bola paranista. É essa intensidade que se quer ver dele e Dudu.

O CARA – Bruno Henrique. Que volante na história do clube e mesmo de outros fez quatro gols seguidos pelo time?

TÁTICA – Palmeiras no 4-2-3-1 mas mais solto do que vinha atuando. Dudu com liberdade para sair da esquerda, Arthur voando a partir da direita, Moisés bem dando suporte e chegando perto de Scarpa, Willian sempre importante por dentro e ajudando no combate. Paraná no 4-1-4-1, mas deixando muito isolado o bom Carlos.

NOTAS DO JOGO –  PALMEIRAS 7 X 4 PARANÁ  –  JOGO NOTA 7

O CHUTE INICIAL – PALMEIRAS 2 X 0 (palpite do bolão)

NO FRIGIR DAS BOLAS  – Wesley é muito bom treinador e conseguiu dar mais liberdade ao time. O Palmeiras ainda tem muito a fazer e não tem o que dizer do que será Felipão. Só não pode decretar que não dará certo. É Felipão, é Palmeiras. O Paraná está certinho taticamente, mas tem dificuldade técnica.