O maior que tivemos

Foto: Arte Palestrina

Idolatria é um sentimenro cego. Imune ao tempo, à ausência de contato, ao passar de novos nomes, aos fracassos ou enormes sucesso. Idolatria é maior do que aquilo que veem os olhos. Ela diz respeito ao que se sente, ao que mora e se eterniza na memória e no coração.

Marcos mora nesse espaço que pouquíssimos habitam. Presença rara, amor incomparável, sucesso arrebatador e fascínio de gerações. Marcos mudou o conceito de goleiro, humanizou a santidade, remarcou o valor de um número e se tatuou num clube de milhões.

Marcos já teve, sobre si, todos os textos e termos do mundo escritos, mas quem é que se importa? O culto recomeça, reconstrói e nunca termina. Mudam as estações, os times, as vontades e dificuldades, mas a reverência é acima do mundo e seus pormenores. Há quem finja demência, mas a realidade não mente. Não esconde quem são os maiores.

Marcos é o maior entre os melhores. Nunca foi perfeito, não será, mas foi a melhor parte. Ganhou o que ninguém ganhou, passou o que ninguém passou, foi amado como ninguém e foi odiado por quem é pobre de espírito. Agora, aos 47, Marcos deixa saudade de quem foi, mas a lembrança de quem sempre será segue intangível e intocável.

Parabéns, Santo.
Obrigado por sempre.