Há vida no 2017 palmeirense? Moisés e Guerra treinam juntos no time titular

16 de fevereiro de 2017. Exatamente há seis meses e um dia atrás, Moisés e Guerra iniciaram uma partida juntos no meio de campo do Palmeiras. Foi na vitória por 2 a 0 diante do São Bernardo no Allianz Parque, válido pela 3ª rodada do Paulistão. Aquele jogo marcou o retorno de Moisés aos gramados. Após ser um dos grandes destaques da campanha do eneacampeão brasileiro, o camisa 10 fez um tratamento diferenciado na pré-temporada, voltando aos gramados um pouco depois dos seus companheiros.

Naquela altura, mesmo no começo do ano, a principal organizada do clube já cobrava bastante de Eduardo Baptista, técnico recém chegado ao clube, e no intervalo de jogo muitos gritos de ‘Cuca’ puderam ser ouvidos das arquibancadas verdes e impacientes do Allianz.

O meia Guerra também fazia o seu segundo jogo com a camisa do Palmeiras. Para muitos essa dupla seria a ideal para o Palmeiras buscar os objetivos e títulos no ano. Dois jogadores de classe, que trabalham e pensam o jogo como poucos, realmente não tinha como escalar os 11 ideias sem esses dois.

Porém na rodada seguinte do Campeonato Paulista, diante do Linense, Moisés rompeu os dois ligamentos do joelho numa entrada desnecessária de Zé Antônio. Naquela fatídica tarde em Araraquara, o desespero da torcida só não foi maior pois muitos acreditavam na força do elenco para suportar a ausência do camisa 10, o que o restante do ano provou ser uma grande ilusão.

Águas passadas, Libertadores deixou de ser obsessão (pelo menos por enquanto), o sonho do tetra da Copa do Brasil também foi adiado, e agora os dois estão prontos para atuarem novamente juntos na equipe titular, diante da Chapecoense pela segunda rodada do returno do Campeonato Brasileiro — jogo que acontece no próximo domingo, às 19h (de Brasília).

Na Academia nesta quinta-feira (17), debaixo de chuva, os dois já treinaram no mesmo time, junto com Jean, Edu Dracena, Luan, Michel Bastos, Thiago Santos e Deyverson. Cuca fez uma divisão de três grupos de oito jogadores na atividade técnica.

Moisés provou nos 45 minutos diante do Barcelona de Guayaquil que poderia ter nos libertado de tanto sofrimento se aquela ‘maldita’ lesão não tivesse ocorrido. Junto com Guerra, o único investimento que realmente deu certo na temporada, podem fazer uma bela dupla e mostrar que existe muita vida pela frente para o palmeirense, principalmente em 2018.

Comentário

Para Mauro Beting, o Palmeiras só tende a evoluir com os dois juntos, mas de uma forma diferente da imaginada no começo do ano. “Guerra chegou em janeiro para atuar com Moisés como um dos armadores centrais do 4-1-4-1 de Eduardo. A lesão impediu a dupla de dar certo, então deverá funcionar agora. Mas em outro esquema. Eu escalaria Thiago Santos à frente da zaga, Bruno Henrique e Moisés como meias internos, e Guerra mais próximo de dois atacantes. Um 4-3-1-2, com muita movimentação e dinâmica entre Moisés e Guerra”, disse o jornalista.

Marcelo Mendez acredita que a dupla é vida inteligente no meio do Verdão. “O Palmeiras precisa de qualidade em um setor do time que em momentos cruciais se mostrou duro, burocrático, ineficaz e triste. Para mim, não apenas Moisés e Guerra, como qualquer outra opção para tornar o meio campo mais leve e criativo é válida”, completou.