‘What the Fuck’, eles disseram

Mundo se surpreende com o apoio brutal da torcida do Palmeiras em Abu Dhabi

Chegamos ao Mohamed Bin Zayed com três horas de antecedência para a final do Mundial de Clubes. Nos arredores, o que se via era uma Caraíbas levemente modificada e adornada por turbantes. Toda vez que os palmeirenses puxavam cânticos, pessoas vestidas com uniforme do Chelsea puxavam seus celulares e miravam para o grupo que cantava. Achamos curioso.

A caminho do nosso espaço nas arquibancadas, notamos que havia uma barraca com bandeiras do Chelsea sendo distribuídas. E apenas do Chelsea. Já acomodados, notamos se tratar de um verdadeiro Allianz Parque em Abu Dhabi. A supremacia da torcida era imensa, era assombrosa. E só fazia crescer.

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No primeiro canto puxado efetivamente pelos organizados do Palmeiras, com instrumentos musicais, uma chuva de celulares aparece ao nosso lado. Completamente fascinados, os árabes queriam a qualquer custo registrar o que estavam vendo, sempre com um sorriso no rosco, que não usava máscara, pareciam impactos pela dimensão da festa dos forasteiros.

O que chama definitivamente nossa atenção acontece bem ao lado direito do nosso posto. Um rapaz inglês, torcedor do Chelsea que veio a Abu Dhabi para o torneio, passou a bater as mãos no compasso do ‘Sou Palmeiras sim, senhor’. Em choque, ele disse sozinho:

– What the fuck?

Não foi o único. Mexicanos com chapéu enorme, árabes e seus turbantes, funcionários com credenciais: todo mundo filmava o que fazia o palmeirense no estádio. Era efetivamente chocante. Ninguém sentou, ninguém parou de cantar. Uma disposição e amor infinitos que nem mesmo a derrota é capaz de calar.

Foto: Nosso Palestra

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