Walace durante apresentação no Hamburgo, em janeiro de 2017/Divulgação
Medalha de ouro com a Seleção Brasileira nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016, o volante Walace, do Hamburgo, da Alemanha, é um nome bastante cobiçado pela comissão técnica do Palmeiras.
 
Ex-treinador do atleta no Grêmio, Roger Machado é fã do volante e sonha em contar com ele no elenco alviverde. Alexandre Mattos, diretor de futebol do Palmeiras, também deseja repatriar o jogador, de apenas 23 anos.
 
Os dois, no entanto, esbarram no zelo financeiro do presidente Mauricio Galliote.
 
Por questão de responsabilidade fiscal, o mandatário palmeirense não autoriza o andamento do negócio, pois não quer correr o risco de deixar a conta de uma negociação tão alta para o próximo presidente pagar, caso perca as eleições no final deste ano.
 
Conforme o apurado pelo Nosso Palestra, o Hamburgo, rebaixado à segunda divisão da Bundesliga neste temporada, pede 7 milhões de euros para liberar Walace.
 
Sem conseguir convencer Galiotte, umas das preocupações de Roger e Mattos é o interesse do Flamengo pelo jogador. O plano do clube carioca é negociar o valor pedido pelos alemães e levá-lo ao Ninho do Urubu.
 
Em entrevista ao site, uma fonte próxima de Walace, que pediu para não ser identificada, revela que, a princípio, o atleta quer ficar na Europa. Porém, entende que não há como descartar a possibilidade de defender um gigante do Brasil.
 
Vem pra Crefisa?
 
Apesar da ótima relação que tem com a Crefisa, patrocinadora do Palmeiras, o receio de Galiotte deve-se à mudança dos contratos entre o Clube e a empresa, ocorridas no começo deste ano. Na ocasião, as alterações foram determinadas pela Receita Federal.
 
Antes, quando um atleta comprado com dinheiro da Crefisa era vendido, o Palmeiras repassava à patrocinadora exatamente o valor da compra. Se houvesse lucro, o restante do quantia ia para os cofres do Clube. Já se o atleta saísse de graça ao fim do contrato ou se fosse vendido por menos do que custou, o prejuízo seria da empresa.
 
A partir da mudança, os valores colocados pela parceira são considerados empréstimos. Com isso, o Palmeiras precisa devolver o dinheiro de qualquer maneira.
 
Ou seja, se a Crefisa pagar os 7 milhões de euros para trazer Walace, o Palmeiras terá um prazo para devolver integralmente esse dinheiro. Independentemente de ele ser vendido por um valor maior ou não.
 
E é justamente aí que mora a insegurança do presidente em relação a compra do volante. 

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