
Andreas Pereira foi o tema da semana após pisar na marca de pênalti da Neo Química Arena momentos antes de Memphis cobrar e errar a penalidade durante Corinthians e Palmeiras. O jogo de comandar e ser comandado em um dos momentos mais tensos do futebol, mexeu não só com o resultado, mas trouxe à tona uma série de discussões.
Geir Jordet, é um dos principais psicólogos do esporte. O norueguês tem uma pesquisa de mais de duas décadas dedicada exclusivamente para os pênaltis. As histórias e os registros estão documentados no livro chamado “Pressão”, lançado em português em setembro do ano passado pela editora “Livros de Valor”.
Jordet trata de tudo o que ronda a penalidade desde a marcação do árbitro até a cobrança. Em uma das passagens da obra, ele escreve sobre como comandar e ser mandado. Um do trechos cita exclusivamente o fato dos atletas do time que tem a penalidade a favor “cuidarem” da marca cal.

Em alguns times, inclusive, já existe a determinação para que um jogador específico tenha essa função, assim como um cobrador fake fica com a bola enquanto o oficial se distancia de toda a confusão.
Quando a equipe que terá a cobrança perde a chance de comandar a situação, estatisticamente, os pênaltis não são convertidos. Andreas percebeu a oportunidade e atrapalhou. O prejuízo do camisa 8 seria no máximo um cartão amarelo caso Raphael Claus tivesse observado.
A tensão das penalidades em decisões e jogos grandes aumenta a pressão nos atletas e a história recente do Dérbi mostra isso. Das últimas cinco cobranças, somente uma terminou em gol, um aproveitamento de 20%.
Andreas Pereira não foi o primeiro e certamente não será o último. É claro que não foi correto, mas o palmeirense assumiu o risco da punição no campo. Levar a discussão para fora dele é exagero.