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Abel Ferreira comemora classificação do Palmeiras para final da Libertadores e exalta torcida: 'Nos ajudaram muito'

Verdão sofre gols nos minutos finais e se classifica nos pênaltis; Carlos Miguel é decisivo

O técnico Abel Ferreira, da SE Palmeiras, em jogo contra a equipe do Fluminense FC, durante partida válida pela semi final, volta, da Conmebol Libertadores, na arena Nubank Parque. (Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon)
O técnico Abel Ferreira, da SE Palmeiras, em jogo contra a equipe do Fluminense FC, durante partida válida pela semi final, volta, da Conmebol Libertadores, na arena Nubank Parque. (Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon)

O Palmeiras está na final da CONMEBOL Libertadores pela oitava vez em sua história! Após perde para o Fluminense no Nubank Parque por 1 a 0, o Verdão garantiu a classificação na disputa por pênaltis, vencendo por 5 a 3.

O goleiro Carlos Miguel foi decisivo ao defender uma das cobranças. No jogo de ida, no Maracanã, o Alviverde havia vencido por 2 a 1, com gols de Flaco López e Marlon Freitas.

Fala, Abel!

Avaliação do jogo: controle, mas poucas finalizações

Abel Ferreira reconheceu que o Palmeiras teve controle da partida, mas admitiu que faltou profundidade para transformar o domínio em mais oportunidades ofensivas. Com a vantagem conquistada no primeiro confronto, o treinador também destacou a postura mais prudente da equipe e valorizou o apoio da torcida no Nubank Parque.

Do modo geral, foram um pouco prudentes, tínhamos a vantagem, faltou a profundidade. A torcida nos ajudou e muito pelo resultado final.

Classificado pela quarta vez para a final da Libertadores

Com a classificação, Abel Ferreira alcançou sua quarta final de Libertadores no comando do Palmeiras. O treinador ressaltou a busca constante pela própria evolução, destacou a juventude do elenco e valorizou a presença frequente do clube nas decisões continentais.

Eu ando tentar bater o próprio recorde, eu como treinador ando sempre procurando minha melhor versão. É um grupo mais jovem, é um grupo que já foi para final, já ganhamos esse ano, estamos em outra final, somos a equipe com mais jogos no Brasileirão.

Abel também comentou a responsabilidade de manter o Palmeiras entre os protagonistas do futebol sul-americano e destacou o impacto das conquistas na vida dos torcedores. O português ainda falou sobre o desgaste emocional da profissão.

Parece que normalizamos chegar a final da Libertadores, significa missão cumprida, fazer com que os torcedores possam dormir bem, irem felizes ao trabalho. O dia que vocês tiverem o prazer de ser treinador, vão saber o tanto que sofre.

Arias, Barboza e Marlon: um Palmeiras mais cascudo?

Questionado se a experiência de jogadores como Arias, Barboza e Marlon torna o Palmeiras uma equipe mais preparada para disputar uma final, Abel concordou que a vivência em jogos decisivos pode fazer a diferença. Entretanto, ressaltou que não há garantias e que os detalhes são determinantes nesse tipo de confronto.

Claro, a experiência diz isso. Mas nada está garantido. Há muitas coisas que podem acontecer em uma final e vimos isso na final, vimos tudo que se passou na final. Há detalhes que fazem diferença, vamos guardar na gaveta, porque daqui há três dias temos outra final.

O treinador também destacou que o Palmeiras não terá muito tempo para comemorar a classificação, já que precisará voltar as atenções para o próximo compromisso pelo Campeonato Brasileiro. Abel reforçou a necessidade de conquistar a vitória para seguir na disputa pela liderança.

Nem dá para festejar, portanto daqui há três dias temos mais uma final em casa, sabemos que temos uma desvantagem de um ponto e só nos interessa ganhar.

Palmeiras com espaço no gol do Fluminense e protocolo para pênaltis

Abel Ferreira também comentou a preparação para as cobranças de pênaltis e explicou que desenvolveu um protocolo com os jogadores após experiências anteriores em disputas decisivas. O treinador ressaltou que não existem fórmulas mágicas para garantir o sucesso, tanto para os cobradores quanto para os goleiros.

Sempre faz gol contra nós. Eu gostava muito o que eu faço, mas não há receitas máximas. Eu já perdi tantas vezes que decidi criar um protocolo, sabendo que podemos ganhar ou perder. Nem eu e nem outro treinador temos receitas mágicas.

Na sequência, o português explicou que o aproveitamento dos cobradores é fundamental e que o goleiro precisa estar preparado para tentar defender as penalidades. Ainda assim, destacou a dificuldade de reproduzir nos treinamentos a intensidade de uma cobrança durante uma partida oficial.

É fundamental que os batedores façam e esperar que o goleiro pegue uma, é muito difícil por muito que treines. Por muito que eu treino, nunca vou conseguir repetir.

Por fim, Abel comentou o desempenho de Carlos Miguel e reconheceu que o goleiro poderia ter feito melhor em alguns momentos. Apesar disso, o treinador ressaltou a importância de considerar as atuações anteriores do jogador, especialmente na classificação diante da LDU, nas quartas de final da Libertadores.

Sabemos que o Carlos Miguel podia fazer melhor, mas só estávamos jogando contra o Fluminense, pelo o que ele fez contra a LDU.