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Abel valoriza vitória do Palmeiras e elogia Jhon Arias contra o Fluminense: 'Entrou muito bem'

Verdão supera clube carioca e segue na liderança do Brasileirão após quarta rodada

Abel Ferreira em coletiva no Palmeiras. Foto: Reprodução/Tv Palmeiras SportingBet
Abel Ferreira em coletiva no Palmeiras. Foto: Reprodução/Tv Palmeiras SportingBet

O Palmeiras venceu o Fluminense nesta quarta-feira (25), na Arena Crefisa Barueri. Em jogo movimentado pelo Brasileirão, o Verdão superou a equipe carioca por 2 a 1, com gols de Vitor Roque e Allan.

Com o resultado, o Palmeiras chega aos 10 pontos no Campeonato Brasileiro e segue na liderança da competição nacional. Mesmo que empatado na pontuação com o São Paulo, o Verdão leva vantagem nos critérios de desempate.

Fala, Abel!

Após a partida, Abel Ferreira conversou com a imprensa sobre sua expulsão, a dinâmica do jogo e a chegada de Jhon Arias ao Palmeiras.

Nova expulsão e dinâmica do jogo

— Estamos no último minuto de jogo, tem um arremesso claro para nós e o árbitro marca para eles. Eu reclamo, e o quarto árbitro deve saber melhor do que eu. No último jogo fui expulso pelo Klaus por bater palmas. Se eu não posso bater palmas num estádio, vou bater onde? Não sei. Reclamei, sim, como reclamei de uma bola que era tiro de meta e ele trocou para escanteio. E ele disse que foi o VAR. O VAR não interfere, mas tudo certo. Todos podemos errar. Dentro do jogo, muitas vezes o árbitro erra, e isso aconteceu no intervalo também. O quarto árbitro deve ter ficado intrigado. Quem me expulsou foi o quarto árbitro.

— Mas sobre o jogo: criamos muitas oportunidades, e nosso adversário também. Entramos muito fortes, abrimos 2 a 0 e sofremos um gol que não podemos sofrer. Quem quer ser campeão não pode sofrer esse gol da forma que foi, nem da forma como perdemos a bola e eles a ganharam. Foi um gol que nos tirou a confiança. É possível uma equipe jogar sem centroavante e levar perigo, nosso adversário fez isso, com quatro homens no meio e pontas abertos. Preencheram bem o meio-campo. Aliás, essa equipe não tinha perdido há sete, oito jogos.

— Mas, se formos ver, tivemos oportunidades como eles. Nosso goleiro fez boas defesas. Para quem gosta de futebol, foi um jogo aberto, com bolas na trave — mandamos duas na trave. Na minha opinião, um belo espetáculo. — disse.

Abel exagera nas reclamações?

Já viram árbitros darem entrevista dizendo que falaram à mulher que, quando apitassem um jogo meu, iam me expulsar? Está aí para quem quiser ver. Não sou o melhor exemplo do mundo, não sou perfeito. Se tem gente que não erra, atire a primeira pedra. Contra o Corinthians reclamei de forma ostensiva, e sempre dizem: “Por quê? Por que chutou o microfone?” Ninguém quer saber o porquê.

— Se eu fizesse o que o treinador do Fluminense — e eu gosto dele — fez no último jogo, se fosse eu, o que iria acontecer? Faço essa pergunta. Eu gosto dele, mas se fosse eu fazendo aquilo, o que iam fazer? — comentou.

Saída de dupla FlacoRoque e marcação

— Baixamos a pressão. Na minha análise tática, entramos bem no jogo, mas depois tínhamos o Marlon marcando os atacantes e não nossos zagueiros. O Marlon tinha que sair no Martinelli e o Andreas no camisa 8 deles. O Marlon não podia fazer de zagueiro. Começamos a recuar. Para os nossos zagueiros é difícil quando eles jogam sem um nove. Uma coisa é ser difícil, outra é ser impossível. Mas corrigimos isso.

— O Roque teve mais energia que o Flaco, mas talvez o Flaco devesse ter feito só 45 minutos — é fácil ver isso depois do jogo. Tivemos que tirar o Roque. O Arias entrou muito bem, o Felipe também, o Evangelista entrou com energia, o Sosa nos deu bola na frente.

Jhon Arias atuando no Palmeiras

— Eu sei que gostam de falar de jogadores individualmente, mas é um jogador que conhece o futebol brasileiro, teve experiência fora do Brasil. Precisávamos dessa posição depois de vender o terceiro melhor artilheiro do Palmeiras, o Facundo Torres. O Flaco foi o primeiro, o Roque o segundo e ele o terceiro. O clube entendeu que deveria vender esse jogador. Claro que ele nos entrega tudo isso que vocês veem. É um jogador que pode nos ajudar de todas as formas. A posição em que mais gosta de jogar é aberto na direita. É um bom homem, fez imensas perguntas. — encerrou.

E agora?

Após se manter líder do Brasileirão, o Verdão volta a campo no próximo domingo (1), às 20h30 (de Brasília), em jogo válido pela semifinal do Campeonato Paulista, contra o São Paulo, na Arena Crefisa Barueri. Pelo Brasileirão, o Alviverde só irá atuar no dia 12 de março, contra o Vasco.

Antes desse confronto, terão as finais do Paulistão, caso o Verdão se classifique no estadual.

Cauã Campana

Palmeirense de berço, cubro o Palmeiras desde os 15 anos de idade. Tenho um perfil (@verdeimponente) com mais de 50 mil seguidores. Estou tendo, no Nosso Palestra, minha primeira experiência com jornalismo esportivo.

Palmeirense de berço, cubro o Palmeiras desde os 15 anos de idade. Tenho um perfil (@verdeimponente) com mais de 50 mil seguidores. Estou tendo, no Nosso Palestra, minha primeira experiência com jornalismo esportivo.